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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

13
Mar18

Vou começar a falar

Sou, como toda a gente, feita de defeitos e de qualidades. Características que me definem, que dizem quem eu sou.

Há algumas que são mais evidentes, outras menos. Há aquelas que são para manter, outras que há muito deveria ter aprendido a contornar, a melhorar... a superar.

 

Uma delas é verbalizar o que sinto. Pôr em palavras, oralmente, o que me vai na alma. Apresentar ao meu interlocutor, claramente, o que determinada coisa, determinado comportamento me faz sentir.

Dificilmente faço isto. Vou guardando, guardando, guardando. E não, não chega normalmente a altura em que expludo. Apenas vou guardando. E a dada altura, o mais provável é esquecer, porque outra característica minha é que dou pouca relevância às coisas. Não sou de guardar rancores, de guardar más recordações. Esqueço-me com facilidade (em boa verdade, esqueço-me do mau e do bom).

Mas apesar de me ir esquecendo, ou pelo menos, ir relevando, não faz com que isto me faça bem. Porque há sempre coisas que vão ficando. Coisas que vão deteriorando as relações.

 

Eu sei que devia exteriorizar mais. Porque a falar é que a gente se entende, não é?

Por isso, assumi um compromisso comigo mesma: Vou começar a falar. Tenho de começar a falar. Pela minha sanidade e pelo bem das minhas relações.

 

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