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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

02
Abr18

Todas as crianças merecem avós portugueses

Li, há dias, uma entrevista dada por Meik Wiking onde este afirma que “todas as crianças merecem avós portugueses”.

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Para quem possa não conhecer, Meik Wiking é o fundador e presidente do Happiness Research Institute (em português, algo como o Instituto para o Estudo da Felicidade) e autor dos livros “O Livro do Hygge - O Segredo Dinamarquês para Ser Feliz” e “O Livro do Lykke - Os Segredos das Pessoas Mais Felizes do Mundo”, e como tal considerado um especialista nas questões da felicidade humana e nas formas de a alcançar.

 

Diz ele, na tal entrevista, que Portugal tem os pais mais felizes do mundo e que cá “os pais são mais felizes do que as pessoas que não têm filhos.” Uma das justificações para esta realidade (diferente de outros países como os Estados Unidos ou Reino Unido) “centra-se no facto de os progenitores serem melhores a incorporar a geração dos avós no crescimento dos filhos. Todas as crianças merecem avós portugueses” e, acrescenta, “políticas escandinavas favoráveis à família”.

 

Estar a contar com “políticas escandinavas favoráveis à família”, no nosso país, talvez seja uma verdadeira utopia, mas é certo que, em Portugal, há tendencialmente, um grande envolvimento dos avós na vida dos netos (que permite, de alguma forma, colmatar a falta de políticas estatais eficazes de apoio à família).

Neste nosso cantinho à beira-mar plantado, é dada grande relevância à rede de apoio, que se centra essencialmente nos avós, e é a estes que os pais recorrem com frequência, se a saúde daqueles e a distância geográfica o permitir.

Diversos estudos apontam vantagens neste envolvimento, seja para a saúde e vitalidade dos avós, seja para o desenvolvimento emocional e afetivo das crianças. A estas mais valias junta-se ainda o enorme benefício de permitir algum tempo de descanso e de namoro aos pais, tão necessários para manter a relação saudável e duradoura. Afinal, Pais Felizes = Crianças Felizes, já o diz a blogger e coach parental Magda Gomes Dias.

 

Não sou irrealista pensando que todos os pais têm esta rede de apoio. Sei de casos em que os avós não se prestam a este papel, ainda que tenham possibilidade para tal. Não o querem fazer, por motivos que só a eles diz respeito. Sei as dificuldades que os pais enfrentam nesta situação (e noutras em que, por inúmeras razões, não têm ao seu dispor quem os ajude e substitua temporariamente).

 

Há um ditado africano que diz que “é preciso uma aldeia para educar uma criança”. Mas se dessa aldeia não fazem parte os avós, essa aldeia é um pouco mais pobre que as outras.

 

Quando li aquela entrevista do Meik Wiking, não pude deixar de pensar na minha filha, e em como ela é uma afortunada (bem, e nós pais também, claro), pelos avós que tem. Os avós maternos e paternos são presença regular nos seus dias, são os nossos braços direitos, a nossa rede de salvação. Sou-lhes imensamente grata pela ajuda que nos têm dado neste desafio que é ser pais.

Todas as crianças do mundo merecem uns avós portugueses como os avós da minha filha!

 

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