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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

15
Jun18

Os meus problemas não são assim importantes...

Anteontem fui a uma missa de 7º dia. 

Uma menina de 6 anos que não venceu um cancro. Uma menina linda, amorosa, que toda a gente gostava, foi levada por uma doença sem cura, por uma doença contra a qual lutava há uns 2 anos, por uma doença que parecia estar controlada mas que avançou e foi mais forte que ela.

Dizem que morreu tranquilamente, sem manifestação de dor. Dizem que isso serve (um pouco) de consolo aos pais (e aos restantes familiares mais próximos).

 

Só fui à missa de 7º dia. Só soube no dia a seguir ao funeral. 

Não era próxima da família, conhecia-os pouco mais que de vista, por serem meus vizinhos, mas não pude deixar de ir. Não sei se ajudou alguma coisa, mas achei que devia fazê-lo.

O meu coração apertou-se ao ver o sofrimento daqueles pais. As lágrimas caíram, inevitavelmente. 

 

Não consigo sequer imaginar a dor de perder um filho, ainda mais assim tão novo. Não consigo nem quero. Há exercícios de "imaginação" que não vale a pena fazer.

Mas estas situações lembram-me de como sou abençoada por a minha filha ser saudável e ter vingado sem mazelas. Como sou abençoada por ter todos os meus mais próximos vivos e de saúde. 

Lembram-me que tenho de deixar de me queixar das pequenas coisas menos boas da minha vida. Porque aquilo sim, é grave. Aquilo sim é algo que muda uma vida, algo que nunca ninguém deveria passar.

As questões que afetam a minha vida são coisas pequeninas, muito pequeninas.

 

Temos mesmo de saber pôr as coisas em perspetiva, saber dar valor ao que temos, deixarmo-nos de queixinhas por miudezas.

 

Ainda mais do que antes, tenho feito esse esforço, de ser grata, de relativizar. 

E todos os dias dou um abraço forte à minha filha e lhe digo o quanto a amo. 

 

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