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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

24
Ago18

Livros 2018 | O Voo da Cotovia

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"Ele abraça-me e ficamos sentados durante muito tempo no sofá. Empatia não é tão difícil como parece porque temos muitos sentimentos comuns. E ajuda a compreender as outras pessoas porque podemos preocupar-nos efetivamente com elas às vezes. E ajudá-las. E ter um amigo. Como o Michael. E fazer alguma coisa por eles e fazê-los sentir tão bem como nós nos sentimos."

 

Há já uns meses que não lia.

Desde que peguei no "A queda dos gigantes", já em Abril, do qual li logo na altura cerca de 200 pág. e que entretanto pousei em cima da mesa de cabeceira e em cima dele outras coisas, que não lia.

 

No fim de semana, apanhei este, por acaso, em casa dos meus pais. Queria ler algo para passar o tempo e este veio ter às minhas mãos.

E ainda bem que veio.

 

Neste O Voo da Cotovia, "Caitlin é uma menina de dez anos muito especial. Por sofrer da síndrome de Asperger, tudo o que não seja a preto e branco é-lhe confuso. Dantes, quando as coisas se tornavam confusas, Caitlin podia contar com a ajuda do irmão mais velho, Devon. Mas Devon morreu e o pai está tão perturbado que não lhe consegue estender a mão. É então que um dia Caitlin ouve a expressão «fazer o luto» e percebe que é exatamente aquilo de que precisa. Mas, para consegui-lo, terá de descobrir que o mundo está na realidade cheio de cores - estranhas e belas."

 

A forma como vamos entrando na cabeça de Caitlin e percebendo a sua forma de ver o mundo, permite-nos entender melhor o seu comportamento. E aceitar a sua diferença.

E é disso que trata este livro.

Como diz a autora, numa nota final: "E espero que os leitores vejam que, ao entrarmos dentro da cabeça de alguém, compreendendo realmente essa pessoa, muitos mal-entendidos e problemas podem ser evitados - mal-entendidos e problemas que podem levar a uma frustração crescente e, por vezes, até à violência."

 

Pequeno, de escrita simples e capítulos curtos, este livro é das obras mais extraordinárias que me lembro de ter lido. Se o título vos faz lembrar outra obra, famosíssima, não estranhem, não é por acaso. As referências e as interligações com a história de "Por favor, Não matem a cotovia" (ou "Mataram a cotovia", dependendo das versões), são várias e maravilhosamente enquadradas.

 

Se não leram ainda, façam-no. Estou certa de que não se arrependerão.

 

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