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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

06
Mar18

Livros 2018 | O Livro do Hygge

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Quando este livro saiu no início do ano passado, fiquei com imensa curiosidade em lê-lo. Naquela altura, como agora, debatia-me com a minha própria felicidade, e esperava, neste livro, encontrar algumas orientações de vida.

Assim, procurei-o no OLX (é sempre onde procuro primeiro), encontrei-o a bom preço e tratei de o comprar. Mas ficou confortavelmente à espera de oportunidade de ser lido, durante quase um ano.

Em meados de fevereiro, lá decidi pegar nele e ver o que o senhor Meik Wiking, presidente do The Hapiness Research Institute, tinha a dizer sobre o hygge e sobre a felicidade dos dinamarqueses.

 

Devo dizer que fiquei um pouco desiludida. Talvez tivesse as expectativas demasiado elevadas, talvez quisesse, utopicamente, encontrar uma fórmula extraordinária... não sei...

Acima de tudo, achei o livro demasiado extenso (quero dizer, com demasiadas páginas) para o que aborda. Não obstante, é um livro interessante e lê-se com facilidade, fruto do discurso informal e direto utilizado pelo autor e da enorme quantidade de imagens (imensamente apelativas, há que dizê-lo) que o compõem.

 

Não há como negá-lo: independentemente do factor hygge das situações e das coisas, é mais fácil ser feliz num país como a Dinamarca (apesar da falta de sol), onde grande parte das necessidade essenciais são garantidas à partida, onde há boas escolas, bom apoio na saúde, emprego quase pleno, tempo para estar com os filhos, a família, os amigos.

Mas mesmo com tudo isso satisfeito, há quem não seja feliz e é aqui que entram outros factores que contribuem para a felicidade do ser humano.

 

O hygge está relacionado, entre outros, a um certo sentimento de pertença. À questão social, ao convívio com os amigos, no ambiente certo (de preferência, à luz das velas, que os dinamarqueses tanto consomem).

E a dar valor a coisas simples.

 

Não precisamos do hygge para ser felizes. Apenas temos de dar valor ao que temos, usufruir ao máximo dos bons momentos e relevar os menos bons.

É isso que tenho tentado fazer. Mais do que velas, e móveis em madeira, e lareiras, e peças vintage, e mantas e... Mais do que isso tudo, vou esforçar-me por valorizar ao máximo os pequenos momentos, as coisas simples.

E ser o mais feliz possível!

 

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