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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

22
Nov18

Às vezes, sinto-me um ET

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Tenho de confessar: parece haver coisas que toda a gente sente/faz/sabe/diz com que eu não me identifico. Não corresponde, de maneira alguma, à forma como eu abordo o mesmo tema. Tenho pensado nisso, nem sei bem porquê, mas... sei lá... eu não sou assim.

Dou-vos exemplos:

 

1. Grandes prémios

Não, não é de fómula 1. É mesmo grandes prémios monetários.

As pessoas costumam gostar de dizer (não sei se é verdade) que se lhes saísse um prémio tipo euromilhões que continuavam a trabalhar. Até podia não ser no mesmo sítio onde estão, mas que certamente fariam algo, criariam algum negócio, sei lá... ocupavam-se.

Já eu admito: despedia-me no mesmo dia e nunca mais trabalhava na vida. 

Há tanto que ver, tanto locais para conhecer, tantos bons SPA's por esse mundo fora, tantas montanhas para escalar, tantos mares para navegar, tantas cidades/vilas/aldeias para visitar...

 

2. Arrependimentos

Quando questionadas sobre se mudariam alguma coisa no seu passado, se têm arrependimentos, as pessoas respondem, quase invariavelmente, que não. Que o passado é o que as define, e mais outros argumentos que agora não me recordo.

Já eu, sem pensar muito, consigo identificar p'r'aí uma dúzia de arrependimentos. Uma dúzia de decisões que mudaria se pudesse voltar atrás (assumindo, naturalmente, que teria o conhecimento que tenho agora).

 

3. Felicidade dos outros

Deixem-me enquadrar primeiro: eu considero-me boa pessoa e boa amiga. Além disso, não sou especialmente ambiciosa no âmbito material e profissional. 

Não obstante, contam-se pelos dedos das mãos (e sobram dedos, se calhar) as pessoas cuja felicidade e sucesso me deixam realmente feliz. Em relação a uma grande maioria, há sempre uma pontinha de inveja, uma pontinha de ciúme.

 

4. Pós Morte

Bem... esta é a que vai parecer mesmo ruim...

No dia do funeral do meu tio, falava-se em como ele havia de querer que a minha prima celebrasse a vida e mantivesse o jantar de comemoração dos seus 40 anos. Até acredito que ele assim o desejasse (ela não foi capaz de o fazer), mas eu afirmei com as letras todas: eu não quereria.

Não posso ser mais honesta: quando eu morrer, quero que as pessoas fiquem miseráveis aí durante umas 2 semanas (e só depois começarem a recuperar, mas aos bocadinhos).

 

Sou assim tão diferente das outras pessoas? Ou a maioria das pessoas é (tenta ser) apenas politicamente correta?

 

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