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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

30
Out18

Pudera eu fazer mais...

Conhecemo-nos há mais de 20 anos. A empatia esteve longe de ser imediata. Eu achava que ela tinha um ar snob, ela pensou o mesmo de mim.

A praxe e a vida académica foram-nos unindo e tornamo-nos grandes amigas logo nos primeiros meses da faculdade. 

Nunca tivemos uma relação "lamechas". Aliás, ela nunca foi de grandes desabafos, de grandes partilhas. Mas foi sempre uma amizade estável, segura, que se mantém até aos dias de hoje.

Ela esteve sempre lá nos meus momentos mais duros, com a sua visão prática da vida, com o seu bom senso, a sua retidão.

 

Nestas mais de 2 décadas, apenas a vi / senti verdadeiramente triste, transtornada por duas ou três vezes. A última foi ontem. Ao telefone. Nunca a tinha sentido tão amargurada, tão vulnerável, tão perdida. 

Nunca a vida lhe tinha sido tão madrasta (nem ela merecia que o fosse).

 

Sei que ela sabe que estou aqui para ela quando ela precisar, para o que ela precisar. Disse-lho com todas as letras, não que fosse preciso verbalizá-lo.

Sei também que o que está a passar tem de ser "resolvido" por ela, sem influência de terceiros. Mas gostava de poder fazer mais, muito mais para conseguir apaziguar a dor que lhe trucida o coração neste momento.

Não posso e, por isso, rezo apenas que ela o consiga fazer, com serenidade, e que consiga rapidamente voltar a ser feliz.

 

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