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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

29
Mar19

Previsões para Abril

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* 17º aniversário de casamento - diz que são Bodas de Rosa (whatever that means!)

* Páscoa e 4 afilhados

* Comunhão de 1 dos afilhados e Batizado de 1 dos sobrinhos - inclui viagem até terras algarvias

* 70º aniversário do meu pai - prevê-se um fim de semana fora em família, para celebrar

 

Pergunto-me se nos sobrará dinheiro para comer! ahahahah

 

27
Mar19

Jacinta Ardern

Tenho às vezes a mania que escrevo bem.

Rapidamente me passa quando leio textos escritos por outras pessoas, nomeadamente este que abaixo vos deixo, escrito pela minha irmã (aproveitem e espreitem também este, igualmente dela, que partilhei há tempos).

(Maninha, a partir deste texto, a crónica do jornal passa inteiramente para as tuas mãos, eheheh).

 

"Ouvi falar pela primeira vez da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinta Ardern, há cerca de 5 meses, quando se deslocou aos EUA para participar na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O facto de ter sido a 2ª líder mundial a ter um filho enquanto em funções e a primeira a levar um bebé para o auditório da ONU chamou a atenção da imprensa internacional. Na altura, acompanhei a sua entrevista no programa The Late Show with Stephen Colbert e apreciei a sua atitude simpática, acessível e inteligente durante toda a conversa.

Estes dias lembrei-me que também já a tinha visto num outro programa de comédia americano, Last Week Tonight, numa rubrica sobre o facto de a Nova Zelândia não aparecer em muitos dos mapas-mundo, até mesmo em mapas expostos em aeroportos internacionais. Este lapso é frequente e já gerou reclamações por parte das entidades neozelandesas.

Por estes dias, pelas piores circunstâncias, a Nova Zelândia entrou no mapa e nas notícias de todo o Mundo, na sequência do atentado terrorista em Christchurch, em que um supremacista branco matou 50 pessoas em duas mesquitas.

Esse homem, que filmou e transmitiu em direto todas as suas ações e que publicou um manifesto de extrema-direita, tinha como objetivo obter fama e visibilidade para os seus ideais racistas. Mas a Nova Zelândia, nomeadamente a sua primeira-ministra, Jacinda Ardern, recusou-lhe o protagonismo e optou por não mostrar a cara do terrorista durante as audiências em tribunal e nem sequer se referir ao atacante pelo nome próprio.

Ele é um terrorista, um criminoso, um extremista, mas quando eu falar, ele não terá nome. E imploro-vos: falem dos nomes dos que perderam a vida, em vez do homem que as levou. Ele pode ter procurado notoriedade, mas nós, na Nova Zelândia, não lhe vamos dar nada, nem mesmo o nome”, disse Jacinda Ardern durante o seu primeiro discurso no Parlamento desde o atentado. Há quem não concorde com esta postura e que se considere no direito de ver e de saber tudo em relação a este tipo de tragédias. Eu sou da opinião que quem quer ver e saber mais, pode sempre pesquisar; não concordo que todos tenhamos que ser expostos, de uma forma tão gratuita e cada vez mais rotineira, à violência provocada por pessoas que só pretendem gerar o ódio, a divisão e o medo.

Nessa comunicação, que iniciou com a saudação árabe "As-Salaam-Alaikum", que significa "a paz esteja com vocês", Jacinda Ardern recusou-se em dividir o país em “nós” e “eles”, em destacar a comunidade muçulmana em relação às restantes comunidades: “Nós somos um, eles são nós”. Abordou ainda três pontos importantes: tolerância religiosa, redes sociais e restrições a armas. Neste último ponto, a Nova Zelândia tomou uma decisão que vai ao encontro da opinião de muitos especialistas: estes ataques não se evitam com mais armas espalhadas pela população, mas sim com leis mais restritivas de acesso às mesmas e, por essa razão, vai proibir a venda de armas semiautomáticas de estilo militar a partir de Abril.

A primeira-ministra neozelandesa destacou-se também na sua visita a Christchurch, logo no dia a seguir ao massacre, por ter usado um véu e por ter conversado longamente e abraçado quem estava a fazer o luto pelos seus familiares. Nós em Portugal estamos acostumados ao “estilo Marcelo”, mas este afeto a desconhecidos é mais estranho em países anglo-saxónicos. E, embora a utilização do véu tivesse sido criticada, muitos dos sobreviventes do ataque entrevistados consideraram essa ação como um sinal de respeito e de apoio.

O discurso pacifista, as ações humanas e o forte pulso de Jacinta Ardern têm sido elogiados por muitos que, como eu, vêm nela uma esperança, um foco de luz num Mundo obscurecido por líderes políticos populistas com ideais totalmente antípodas dos meus.

Espero que a sua luz prevaleça."

 

26
Mar19

Renovar a partir do interior

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Dizem que o interior é que conta. Dizem que as mudanças têm de começar em nós, no nosso interior.

Não podia estar mais de acordo. Por isso, ando a renovar o meu stock de lingerie (vulgo, roupa interior).

Porque sentirmo-nos bem também passa por deixar de usar aquelas cuecas velhas, que parecem da avó, e passar a usar soutiens e cuecas bonitos, em bom estado e SEMPRE a condizer! 

25
Mar19

Horas só para mim

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A praia em Vila Chã, no sábado de manhã, estava assim: calma, maré baixa, cheiro a maresia, brisa suave, céu azul e sol maravilhoso.

 

Acordei às 6.30h. Fui levar o marido ao ponto de encontro para ele seguir caminho para Fátima e regressei a casa. Equipei-me e saí para caminhar. Eram 7.37h. O ar ainda estava frio mas depois de uns passos já não fazia diferença e fiquei a pensar que tenho de começar a acordar mais cedo para poder aproveitar mais vezes aquele ar matinal. Voltei a entrar em casa pelas 8.30. Estendi a roupa que estava na máquina e tomei um banho. 

Esteticista às 9.30h, saí de lá pelas 10.10h. Inicialmente tinha pensado ir dali direta para as compras mas a verdade é que me faltava vontade e o ar da manhã chamava-me para a praia.

Peguei no carro e fui. A manhã estava maravilhosa. Quando lá cheguei, a praia estava ainda praticamente vazia. Dirigi-me às rochas e sentei-me a apreciar o momento: o sol, o mar, a brisa... Coloquei os fones nos ouvidos, estendi-me nas rochas (um pouco torta) e ali fiquei, mais de uma hora. Só eu, o mar, o sol, a brisa e a música.

Podia ter sido um momento de reflexão mas serviu "apenas" para me desligar do mundo e foi dos melhores momentos dos últimos tempos

 

Dali, ainda tentei ir às compras para mim, mas a vontade de vestir/despir era praticamente nenhuma e acabei por sair do outlet de mãos a abanar.

Fui depois comprar uns presentes, e fui almoçar calmamente, numa cafetaria bem simpática: eu e o meu livro.

E era chegada a hora da massagem! Tão bom!

Estes últimos tempos têm sido tensos a nível profissional (e até pessoal) e aquela massagem pareceu-me caída do céu.

 

O Me Time terminou pelas 16.30h, hora a que cheguei a casa dos meus pais para ir ter com a minha pequenina. 

O resto do dia e do fim de semana também foram bons, com uma festa de aniversário, um almoço com parte da família e ida aos carrosséis, mas aquelas horas só para mim foram indescritivelmente boas. Fizeram-me imensamente bem e sei que tenho de repeti-las mais vezes. Muitas mais vezes!

 

22
Mar19

Me Time

Hoje os meus pais vão buscar a S. à escolita e levam-na para casa deles. Vai lá passar a noite e só lá vou buscá-la a meio da tarde de sábado. Amanhã, o marido sai ao raiar do dia para um fim de semana em Fátima numa qualquer formação dos escuteiros.

 

E eu?

Eu vou aproveitar para dormir uma noite sem interrupções (a S. tem acordado praticamente todas as noites, nestes últimos tempos) e acordar cedo para fazer uma longa caminhada com o ar fresco da manhã. Depois, tomo um bom banho e vou à esteticista.

A seguir à tortura depilação, vou às compras para mim (estou farta de andar "mal vestida" só porque estou gorda), vou sentar-me junto ao mar e absorver as boas energias do mar e do sol, vou fazer uma massagem.

 

Vou tirar um tempo só para mim, para me tentar encontrar, para refletir, para me mimar.

Porque eu mereço!

 

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20
Mar19

Dia Internacional da Felicidade

Há umas fases da vida em que parecemos deixar-nos levar pelo correr dos dias, quase sem nos apercebermos.

Tenho uma sensação má de, há já algum tempo, estar numa dessas fases, em que pareço ter-me desligado do controlo da minha vida. Os dias passam e eu não os estou a agarrar, não os estou a viver em consciência.

É como se fosse uma personagem cuja história está traçada e nada houvesse a fazer para a mudar.

 

Nunca fui uma pessoa muito "lutadora", de objetivos bem traçados e de decisões inabaláveis, mas ainda assim, tenho a sensação que perdi o meu "eu" algures e agora não sei bem para onde ir nem o que fazer para o descobrir!

 

Não sei se sou feliz...

18
Mar19

Livros 2019 | A queda dos gigantes

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Andou alguns anos na minha estante. Sempre que olhava para ele, as suas 917 páginas (e os seus dois "irmãos") arredavam-me. 

Cheguei a pensar que nunca teria coragem de o ler, apesar de ter imensa vontade. Nunca li um livro de Ken Follet que não gostasse. Não acreditava que este fosse ser o primeiro, por isso a única coisa que me afastava era mesma a sua dimensão.

 

Cheguei a pegar nele no ano passado. Li umas 200 páginas e parei. Nem sei bem explicar porquê.

 

Já tinha decidido que este ano não podia falhar, e este mês (um pouco depois do que tinha planeado), decidi retomar a sua leitura (há que dizer que nunca saiu da minha mesinha de cabeceira), e à medida que ia avançando, recriminava-me por ter demorado tanto tempo a dedicar-me à sua leitura.

Que obra extraordinária! 

 

E que abre olhos. Bem sei que é ficção, bem sei que muitas coisas não foram assim exatamente. Mas a essência daqueles tempos, a essência do porquê de determinadas decisões... isso está lá. E assusta. Assusta que quem comanda os desígnios dos países possa ter visões tão pequeninas, tão mesquinhas, tão desligadas das pessoas, tão sem considerar seriamente as consequências!

Não há guerras que façam sentido mas a Primeira Guerra Mundial foi tão evidentemente evitável. E a gestão do seu final tão evidentemente culpada da existência de uma Segunda Guerra (como certamente estará plasmado no próximo livro...).

 

Fiquei completamente rendida às personagens, à sua história pessoal, ao enquadramento histórico. Valeu bem a pena. É, sem dúvida, um livro fantástico.

 

Agora... bem, vou dedicar-me ao segundo volume, um pouquinho mais pequeno (828 páginas, coisa pouca...glup!). Conseguirei terminá-lo até ao final do mês?

 

15
Mar19

Melrose Place? Wisteria Lane?

No próximo mês, fará 9 anos que mudamos para a casa onde estamos a viver, que fica num empreendimento de moradias.

 

Hoje, no carro, vinha a pensar no que aconteceu, ao longo destes anos, na nossa vida, na vida dos vizinhos com que temos (ou tivemos) uma relação mais chegada e até na vizinhança em geral.

 

  • nós passamos por um aborto e pelo nascimento da nossa filha;
  • um faleceu, de repente, com 40 e poucos anos. tinha-se divorciado dois meses antes.
  • um casou e entretanto já se separou. já era divorciado com um filho adulto, antes deste casamento. já teve outra, com dois filhos, a viver lá em casa. parece que já não está...
  • um dos casais teve uma contenda "brava" com outros dois casais. foi quebrada uma relação de grupo com essa contenda e ficaram bastantes isolados dos restantes vizinhos. ao fim de uns meses, divorciaram-se. saíram ambos de lá.
  • um dos casais separou-se. ela saiu de lá, ele ficou por lá. têm uma filha em conjunto. ela arranjou outra pessoa rapidamente. ele, no espaço de um ano, também já tinha outra e um bebé a caminho. 
  • um dos casais foi detido recentemente pela PJ (coisas de fraudes...). continuam por lá, não sei como está o processo (nem me interessa).
  • outro casal separou-se, mas logo de seguida ele já tinha outra a viver lá em casa, e num ápice também um bebé na barriga. entretanto já têm dois filhos juntos e mudaram-se para Lisboa.
  • já este ano, mais um casal que se separou. desta feita, é ela que fica por lá. os filhos já são crescidos.
  • só na minha rua (que tem 18 casas) nasceram, pelo menos, 10 crianças. 
  • há pelo menos outros 3 casais de que temos conhecimento de separação, ela sai, entra outra e no espaço de um ano há um bebé em casa.
  • um casal adotou 3 crianças há uns 5 anos. parece que se separaram recentemente.
  • esteve lá a viver a filha de um conhecido presidente de um clube de futebol. ele também morou por lá uns tempos. penso que já saíram ambos.
  • está por lá a viver um youtuber famoso. já lá vive há uns tempos um (conhecido) participante de uma das edições da Operação Triunfo...

 

Não parece saído de uma soap opera?? Fico sempre na dúvida entre Melrose Place ou Wisteria Lane (Donas de casa desesperadas), para comparação! :D

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