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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

22
Fev19

Gastei... mas depois poupei!

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Ainda que me vá tentando conter, volta e meia, lá faço umas compras idiotas, completamente por impulso.

Na semana passada, fiz uma dessas (na verdade, mais que uma desnecessária mas uma especialmente idiota) e rapidamente me arrependi do dinheiro gasto, ainda que não fosse um valor elevado. Fui ver o talão... a loja em causa não tem opção de devoluções, apenas trocas. "Bolas! E agora?", pensei eu.

Refleti um pouco e tomei uma decisão. Fui lá hoje. Troquei 1 artigo por 3, todos em super promoção. Todos para futuros presentes. Em vez de ficar com algo que não me fazia qualquer falta, fiquei com 3 presentes orientados, pela simpática quantia de 12€.  Não se perdeu tudo!

Não precisava de ter feito a despesa agora, mas na altura de oferecer os presentes, vou ficar satisfeita por não ter de gastar dinheiro e por os ter comprado a tão bom preço!

 

20
Fev19

Livros 2019 | Os despojados

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"O meu mundo, a minha Terra, é uma ruína. Um planeta destruído pela espécie humana. Multiplicámo-nos, tragámos e lutámos até não sobrar nada e depois morremos. Não controlámos os apetites nem a violência; não nos adaptámos. Destruimo-nos a nós mesmos. Mas, primeiro, destruimos o mundo. Já não há florestas na minha terra. O ar é cinzento, o céu é cinzento, está sempre calor. É habitável, continua a ser habitável, mas não como este mundo aqui. Este é um mundo vivo, uma harmonia.. O meu é discordância. Vocês, Odonianos, escolheram um deserto; nós, Terranos, fizemos um deserto... Sobrevivemos lá, como vocês. As pessoas são resistentes. Somos quase meio bilião. Já fomos nove biliões. Ainda é possível ver, por todo o lado, as cidades antigas. Os ossos e os tijolos desfazem-se em pó, mas os pedaços de plástico nunca - e também nunca se adaptam. Falhámos enquanto espécie, enquanto espécie social. (...) Bem, nós salvamos o que podia ser salvo e criámos uma espécie de vida nas ruínas, em Terra, da única maneira que isso podia ser feito: com uma centralização total. Controlo absoluto sobre a utilização de cada acre de terra, de cada apara de metal, de cada gota de combustível. Racionamento total, controlo da natalidade, eutanásia, recrutamento universal para a força de trabalho. A regimentação absoluta de cada vida, com vista ao objetivo da sobrevivência racial."

 

Escrita em 1974, esta obra de Ursula K. Le Guin (ler sinopse aqui) é claramento fruto do seu tempo, de uma época de guerra fria, com o confronto socialismo vs capitalismo da URSS e EUA, mas ainda assim, na minha visão, de uma contemporaneidade extraordinária.

 

É um livro notável, que explora as fraquezas e as virtudes de dois modelos de sociedade, tão extremos e tão opostos, que o relacionamento e mútua aceitação não são possíveis.

Pode até ser classificado de ficção científica, mas parece-me mais uma distopia/utopia (dependerá da visão de quem lê), ainda que passada em outros planetas.

 

Aventurei-me no mundo de Le Guin sem muitas expectativas. Agora, terei de o aprofundar, conhecê-lo melhor.

Recomendo que façam o mesmo! 

19
Fev19

Londres

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Às vezes, acho que sou bipolar (se calhar, somos todos...). Tanto sinto que era feliz a viver numa ilha dos Açores (Faial, seria a minha primeira escolha) como acho que me adaptaria com alegria a uma vida numa cidade como Londres ou Nova Iorque.

 

Já tinha ido a Londres por duas vezes,  mas há já largos, largos anos. Voltei este fim de semana, para uma visita relâmpago.

 

Passei por "todo o lado":

St. Pancras International Station, King's Cross e a sua plataforma 9 e 3/4, Picadilly Circus, Trafalgar Square, Nelson's Column, St. Paul's Cathedral, London Eye, Buckingham Palace, Green Park, Hyde Park, Westminster's Abbey, Westminster Bridge, Houses of Parliament, Big Ben (escondido atrás de andaimes), London Bridge, Tower of London, Tate Modern, Globe Theatre, Covent Garden, China Town, Paddington Station (com o ursinho Paddington)...

Comi fish&chips, maravilhamo-nos na loja gigante da M&M's, quase perdemos a cabeça na Hamleys, não nos apeteceu enfrentar a fila para a loja da Lego.

 

Não fizemos nenhuma visita em concreto. Estivemos onde se poderia estar gratuitamente - estações, pontes, praças, mercados - mas não me dispus a investir tempo em nenhum museu, igreja ou outro tipo de atração turística.

 

A ideia era, além de estar com o marido, viver a cidade, percorrê-la, revê-la. O objetivo foi cumprido (à custa de muitos quilómetros nas pernas e 4 enormes bolhas nos pés). 

Soube bem. 

 

15
Fev19

Para mais tarde recordar #62

Esta noite, a S. vomitou a meio do sono. Ao fim da terceira vez, já sem remédio para os lençóis, que arranquei da cama, peguei nela e mudamos para o quarto de hóspedes (que bom que foi ter uma cama feita àquela hora).

Deito-a, junto-me a ela, aconchego-a a mim. Ela está visivelmente cansada e abatida. Começo a fazer-lhe uma festinha no rosto.

"Isso sabe bem", diz ela.

Momento de silêncio, em que continuo com a minha mão no seu rosto. Ela olha para mim com o seu ar mais cândido e diz:

  - És o meu abrigo!

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13
Fev19

Dois despertadores

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Tenho tido muita dificuldade em levantar-me da cama de manhã, o que faz com que sistematicamente ande "a correr" e a pressionar a S. para se despachar, e ainda assim, chegar tarde ao trabalho, todas as manhãs!

Decidi que estava na hora de pôr um ponto final nisto por isso, ontem à noite, ativei dois despertadores para esta manhã: um em cima da minha mesinha de cabeceira e outro em cima do camiseiro, na outra ponta do quarto. Assim, obrigava-me a levantar, mesmo que não quisesse (e depois de sair da cama, o mais certo será não voltar...).

 

Funcionou! Quer dizer, até demais. Com a ansiedade do segundo despertador, tenho a sensação que passei a noite de vigília, num sono leve, e a acordar com frequência.

Mas pronto, levantei-me à hora que pretendia e, desta forma, a rotina da manhã foi um pouco menos stressante. 

Amanhã repito a dose! :)

 

12
Fev19

Coisas boas de ontem

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* Numa decisão (quase) de impulso, comprei bilhete para visitar o marido neste próximo fim de semana. Desde que soube que ele ia, que tinha pensado aproveitar a oportunidade para revisitar Londres e numa conjugação de fatores, será já daqui a 4 dias! A S. ficará com os meus pais. Vai ser uma prova para mim e para ela, mas acredito que só nos fará bem alguma separação.

 

* Fui jantar a casa de uma grande amiga. Liguei-lhe com o simples intuito de saber dela e dar-lhe um beijinho (não falavamos há quase 2 semanas) e quando demos por ela estavamos a combinar jantar. Fui com a S. e estivemos as três muito bem, a conversar, brincar e comer. Que bom ter decidido ligar-lhe! :)

 

* Liguei também a uma amiga/ex-colega de trabalho. Ela saiu da empresa onde estou, no início de Janeiro, e ainda não tinha voltado a falar com ela, para saber como estava a correr o novo desafio profissional. Fiquei feliz de saber que está bem.

 

* Numa rápida incursão ao shoping na hora de almoço, consegui desenrascar algumas pecitas de roupa nova, a bom preço (o fim dos saldos é mesmo bom para fazer compras). Já não me sinto tão desfalcada a nível de vestuário.

11
Fev19

Curtas

* O marido veio de visita no fim de semana. Foi uma estadia breve mas deu para matar saudades.

 

* Ando a ler pouco nos últimos dias, por diversos motivos. Para complicar, o livro da Ursula K. Le Guin é feito de letras pequeninas e páginas muito densas e parece que não avanço (embora esteja a adorar a leitura).

 

* Preciso urgentemente de comprar roupa. Andava numa alternância entre dois pares de jeans, mas um deles deu as últimas na semana passada. Não queria fazer grandes investimentos, uma vez que estou decidida a perder peso, mas não posso viver apenas com um par de calças.

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