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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

30
Jan19

Livros 2019 | Um homem chamado Ove

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Depois de "TODA a gente" já o ter lido, eis que chegou a minha vez (Just, nem foi preciso pedir-to emprestado).

Foi um presente de Natal tardio e, mal acabei de ler o que tinha em mãos, não resisti a pegar nele, tão bons eram todos os comentários que sobre ele tinha lido.

 

E não me defraudou. O livro é maravilhoso.

 

Um Homem chamado Ove é, de uma forma disfarçada, uma ode ao amor, ao companheirismo, à entrega. Não há como não empatizar com Ove, à medida que vamos avançando na história e percebendo o seu percurso.

E adorar Parveh por ter conseguido ver em Ove algo para além do seu comportamento estranho e até agressivo. 

 

É, de facto, uma história extraordinária e muito bem contada. Caso não pertençam ao grupo "TODA a gente", então mexam-se e vão lê-lo. É muito bom! 

 

P.S. Fui só eu que vibrei um pouquinho ao ver a Suécia retratada como um país longe de ser perfeito?

29
Jan19

(Voltaram os) 7 pedaços gorduchitos

Há muito que não deixava aqui pedacinhos de mim. 

 

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36. A primeira gata que houve em minha casa teve o nome de First (original, hã?). Depois disso, estiveram por lá o Meio Quilo, o Mickey e o Cachecol.

 

37. No 3º ano da faculdade, fui apanhada pela minha mãe com um cigarro aceso na mão e ainda assim não lhe passou pela cabeça que eu fumasse (o que é verdade: nunca fumei). Em vez de ficar chocada, ela quis tirar uma fotografia! 

 

38. Terminei o 12º ano com média de 19 (eram apenas 3 disciplinas)! A mania de que era um (quase) génio passou-me ao fim de um mês na faculdade! 

 

39. Sou péssima a tratar de plantas. Já consegui matar uma oliveira. Ainda não experimentei cactos nem suculentas. Estou a ganhar coragem.

 

40. No 11º fiquei "abandonada" na área de serviço da Mealhada, na A1, com uma amiga, numa viagem de estudo. Tiveram de dar uma volta gigante para nos virem buscar. Teve piada, mesmo na altura.

 

41. Sou fã de Shakespeare. Houve uma fase em que li compulsivamente várias obras dele e até comprei um calhamaço das obras completas, em inglês. Há largos anos que não leio nada dele e agora que penso nisso, tenho de lhe pegar um dia destes.

 

42. Durante quase 5 anos tive um namoro à distância, em que o contacto era feito quase unicamente por cartas (que jeito me teriam feito o skype ou o whatsapp, naquela altura). Cerca de meio ano depois de termos decidido pôr um fim à relação amorosa (mantivemos a troca de correspondência, ainda assim), ele morreu num acidente de carro. Foi das perdas mais duras que sofri até hoje.

 

Podem espreitar os anteriores indo aqui e aqui (neste último tem links para os mais antigos).

 

28
Jan19

Zoo de Santo Inácio

Mais uma das novidades para 2019 que está cumprida: fomos ao Zoo de Santo Inácio. Há muito que tinha vontade de conhecer e a S. há muito que pedia para lá ir.

 

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Sem outros planos na calha, lá fomos as duas no sábado, ao fim da manhã. E não me arrependi nadinha. O dia estava maravilhoso e o zoo vale a pena

 

Incomparavelmente mais bonito que o de Lisboa e com ar mais cuidado, é um espaço esplêndido para passear, apreciar a natureza e as vistas sobre o Douro e, claro, ver os animais (que não parecem tão tristes e amargurados como nos outros zoos que visitei - pronto, vá, apenas conheço o de Lisboa e o da Maia, que é mini).

 

Adoramos os tigres, o túnel dos leões, as lindas girafas, as espantosas panteras das neves, os engraçados pinguins, o sossego junto ao lago, a arara que nos disse "Chau"! :)

O bilhete não é barato (eu aproveitei desconto do cartão FNAC mas mesmo assim...) e não dá para fazer este programa com muita frequência, mas iremos lá voltar certamente.

 

Para quem tem crianças (e mesmo que não tenham) é uma excelente forma de passar um bom bocado. Recomendo vivamente!

25
Jan19

Livros 2019 | Comece pela gaveta das meias

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Há já muito tempo que tenho o Arrume a sua casa Arrume a sua vida, da Marie Kondo em formato digital. Apesar de precisar muito organizar a minha casa (e a vida também), não sei dizer porquê, nunca me apeteceu realmente pegar-lhe.

Com o mesmo intuito, no ano passado comecei a ler o Destralhe a sua casa, da Paula Margarido. Ainda coloquei uns post-its para marcar umas páginas e tal mas havia algo ali que não se alinhava comigo. Não sei explicar. Pu-lo à venda e despachei-o.

 

Em algum sítio que não sei onde (acontece-me sempre isto...), vi a referência a este Comece pela gaveta das meias, da Vicky Silverthorn. Procurei-o usado, encontrei-o a bom preço, comprei-o e sendo a organização da casa uma das metas deste ano, pus-me a lê-lo já em Janeiro.

Não há como negar: todos estes livros práticos (não gosto de lhes chamar auto-ajuda, mas tem um pouco esta vertente) têm sempre umas páginas a mais, em que o autor se vangloria da eficácia dos seus métodos. Da minha parte, dispensava-as mas pronto, servem para enquadrar o leitor. Tudo bem!

Neste caso, o resto do livro compensa essa "falha". Muito prático, muito simples, sem abordagens radicais, sem estar à espera que se faça da organização da casa uma empreitada.

Conforme defende a autora, apresenta dicas e metodologias de arrumação e organização que me parecem viáveis para qualquer pessoa, qualquer casa, qualquer dimensão familiar.

Vou certamente voltar a ele muitas vezes, à medida que me for dedicando a cada área da casa, ou a cada categoria de objetos, para buscar ideias e formas de abordar a arrumação. 

 

Recomendo a leitura a quem estiver nesta senda de deixar a casa mais organizada e com menos tralha.

 

22
Jan19

Prematuridade vs Mortalidade Infantil... ou, Como eu Sou Grata

Ontem (ou anteontem) foi notícia o aumento da mortalidade infantil em Portugal, em 2018. Dizia a primeira notícia que vi que tinha aumentado 26% relativamente a 2017. Fiquei assustada com tal valor que, percebi depois, se revelou um uso inadequado da estatística.

 

Sim, é verdade que aumentou. Mas também é verdade, do que depois li das palavras da Diretora Geral de Saúde, que a comparação apenas com 2017 não faz sentido, e que quando se compara 2018 com 2017 o aumento em valor absoluto é de 6 mortes (o que, em cerca de 88 mil nascimentos, não é muito - escuso-me a analisar o impacto de cada morte nas suas famílias, como é óbvio).

 

Mas o que me chamou mais a atenção da informação veiculada pela DGS foi isto:

«(...)194 dos 289 óbitos infantis registados em 2018 ocorreram na fase neonatal, ou seja, até aos 28 dias de vida.

Dessas 194 mortes neonatais, 100 tinham sido bebés prematuros de gestações com menos de 28 semanas, que são considerados os “grandes prematuros” e apresentam maior risco de mortalidade e de complicações associadas.»

 

Ou seja, mais de um terço das mortes deveram-se à prematuridade extrema dos bebés

 

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A minha S. com 3 dias

 

Não sei quantos prematuros extremos nasceram em 2018. Não sei quanto representam aquelas 100 mortes, em termos percentuais (numas contas muito rápidas usando aquelas que são as estatísticas mais habituais da prematuridade, que dizem que cerca de 10% dos nascimentos são pré termo e destes apenas 3% são com menos de 28 semanas, diria que o número andará da ronda dos 300). Mas cada uma delas me lembra que, em 2014, a minha S. fez parte daquele grupo dos "grandes prematuros" e que a sua probabilidade de sobrevivência estava muito longe da dos bebés de termo.

 

E cada notícia destas me lembra como devo ser (e sou) grata pelo milagre da vida da minha pequenina! (eu sei, falo disto muitas vezes... é que me marcou mesmo muito)

21
Jan19

Livros 2019 | Em Teu Ventre

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"Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917.
Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos.
A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos.
O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo."

 

Estreei-me com José Luís Peixoto com este Em Teu Ventre, e não posso dizer que tenha sido uma estreia muito auspiciosa. Tenho o Galveias na estante mas esta leitura não me abriu o apetite para novas incursões nos livros do autor, talvez por temer que, como neste, haja demasiados "floreados", que, a meu ver, pouco acrescentam à história (ou talvez seja eu que sou demasiado "matemática" para este tipo de escrita).

 

Mas admito: há, de facto, algo de muito belo e bem escrito neste livro. Algo que me fez refletir de uma outra forma sobre o que se terá passado naqueles dias, em Fátima, e no impacto que tal deve ter tido naquelas crianças e naquelas famílias. E só por isso a leitura valeu a pena.

 

17
Jan19

Organizar livros

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Anteontem, retirei as decorações da árvore de Natal (e dos móveis) e arrumei direitinho dentro das caixas e estas foram para o armário onde ficam a aguardar o próximo Natal. Ontem, desmontei a árvore (aquilo ainda dá um bocado de trabalho), enfiei tudo na caixa e coloquei-a na garagem. 

 

Sento-me no sofá e olho para aquele espaço, agora livre, e a sala parece que aumentou (o diacho da árvore ocupa mesmo muito). A vista para a estante dos livros ficou desafogada. Tomo consciência que está imensamente desarrumada. Livros todos tortos, tralha por cima dos livros...

Ganho lanço, levanto-me e ponho-me a organizar a minha (mini) biblioteca. Tiro o que não é de lá, coloco os livros todos direitinhos (*).

Volto a sentar-me no sofá e fico a contemplar a estante. Ficou tão melhor. Que bom que é quando venço a preguiça! :)

 

(*) Agora a pergunta para queijinho: como organizam os vossos livros? 

 

Eu tento separar os lidos e não lidos, embora nem sempre consiga. Se forem de uma mesma coleção, junto-os todos. Tento separar os mais volumosos dos menos volumosos, os que são para ler em breve dos que são para ler "um dia". Mais em cima (ao nível dos olhos) os que gostei (ou acho que vou gostar) mais, e em baixo os que apreciei menos. Arrumo-os em cada estante por ordem de altura do livro, do mais "alto" para o mais "baixo". Normalmente coloco-os em pé, mas ontem, por uma questão de otimização de espaço, optei por colocar alguns livros deitados, numa das prateleiras, e achei que ficou bem assim.

Não estou maravilhada com esta minha abordagem, e não sou nada rígida com ela, mas não sei se tenho paciência para muito mais "estrutura" na arrumação.

 

E vocês? Têm algum critério de arrumação dos livros ou enfiam-nos onde cabem?

 

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