Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

30
Nov18

Food for thought | "Fighting the patriarchy one grandpa at a time"

Está em inglês, é comprido mas... leiam até ao fim.

 

"To the other adults in the room this is fine.

 

A grown man looms behind my three-year-old daughter. Occasionally he will poke or tickle her and she responds by shrinking. Smaller and smaller with each unwanted advance. I imagine her trying to become slight enough to slip out of her booster seat and slide under the table.

When my mother views this scene, she sees playful taunting. A grandfather engaging with his granddaughter.

 

“Mae.” My tone cuts through the din of a familiar family gathering together. She does not look at me.

“Mae.” I start again. “You can tell him no Mae. If this isn’t okay you could say something like, Papa, please back up—I would like some space for my body.”

As I say the words, my step-father, the bulldog, leans in a little closer, hovering just above her head. His tenebrous grin taunts me as my daughter accordions her 30-pound frame hoping to escape his tickles and hot breath.

I repeat myself with a little more force. She finally peeks up at me.

 

Mama…can you say it?” Surprise. A three-year-old-girl doesn’t feel comfortable defending herself against a grown man. A man that has stated he loves and cares for her over and over again, and yet, stands here showing zero concern for her wishes about her own body. I ready myself for battle.

“Papa! Please back up! Mae would like some space for her body.” My voice is firm but cheerful. He does not move.

Papa. I should not have to ask you twice. Please back up. Mae is uncomfortable.

“Oh, relax,” he says, ruffling her wispy blonde hair. The patriarchy stands, patronizing me in my own damn kitchen. “We’re just playin’.” His southern drawl does not charm me.

“No. You were playing. She was not. She’s made it clear that she would like some space, now please back up.”

“I can play how I want with her.” He says, straightening his posture. My chest tightens. The sun-bleached hairs on my arms stand at attention as this man, who has been my father figure for more than three decades, enters the battle ring.

“No. No, you cannot play however you want with her. It’s not okay to ‘have fun’ with someone who does not want to play.” He opens his mouth to respond but my rage is palpable through my measured response. I wonder if my daughter can feel it. I hope she can.

 

He retreats to the living room and my daughter stares up at me. Her eyes, a starburst of blue and hazel, shine with admiration for her mama. The dragon has been slayed (for now). My own mother is silent. She refuses to make eye contact with me.

This is the same woman who shut me down when I told her about a sexual assault I had recently come to acknowledge. This is the same woman who was abducted by a carful of strangers as she walked home one night. She fought and screamed until they kicked her out. Speeding away, they ran over her ankle and left her with a lifetime of physical and emotional pain. This is the same woman who said nothing, who could say nothing as her boss and his friends sexually harassed her for years. This is the same woman who married one of those friends.

When my mother views this scene, she sees her daughter overreacting. She sees me “making a big deal out of nothing.” Her concerns lie more in maintaining the status quo and cradling my step-dad’s toxic ego than in protecting the shrinking three-year-old in front of her.

 

When I view this scene, I am both bolstered and dismayed. My own strength and refusal to keep quiet is the result of hundreds, probably thousands of years of women being mistreated, and their protests ignored. It is the result of watching my own mother suffer quietly at the hands of too many men. It is the result of my own mistreatment and my solemn vow to be part of ending this cycle.

 

It would be so easy to see a little girl being taught that her wishes don’t matter. That her body is not her own. That even people she loves will mistreat and ignore her. And that all of this is “okay” in the name of other people, men, having fun.

But. What I see instead is a little girl watching her mama. I see a little girl learning that her voice matters. That her wishes matter. I see a little girl learning that she is allowed and expected to say no. I see her learning that this is not okay.

I hope my mom is learning something, too."

 

Seja eu capaz de me impor assim, sempre que alguém for impróprio com a minha filha e invadir o seu espaço e desrespeitar a sua vontade.

 

30
Nov18

Calendário do Advento | 2018

No ano passado foi um sucesso, por isso este ano decidi repetir a dose.

Não me pus com invenções: vou manter o calendário do ano passado (uma estrutura em feltro que comprei no Lidl) e a cada dia vou colocar um novo papelinho com atividades para fazermos.

20776275_zNQ4e.jpeg

 

A lista está pronta. Mantive algumas do ano passado, acrescentei umas novas.

Para vos servir de inspiração, aqui fica:

  1. Montar e decorar a árvore de Natal
  2. Sessão fotográfica de Natal
  3. Pintar desenhos natalícios
  4. Fazer árvores de Natal com revistas 
  5. Decorar as árvores de Natal feitas com revistas
  6. Visitar o Pai Natal no Marshoping
  7. Ver filme de Natal com direito a pipocas
  8. Fazer um bolo
  9. Ir a Águeda ver o maior Pai Natal do mundo
  10. Piquenique junto à árvore de Natal
  11. Ouvir história de Natal
  12. Escolher brinquedos para dar a outras crianças
  13. Fazer postais de Natal
  14. Festa do pijama / acampar na sala
  15. Ir ver iluminações de rua
  16. Fazer bolachas
  17. Sessão de manicure / pedicure
  18. Decorar os embrulhos dos presentes
  19. Chocolatinho de Natal
  20. Montar e decorar casinha de gengibre
  21. Festa e jantar de Natal da escolinha
  22. ver fotografias dos Natais anteriores
  23. Ir à piscina
  24. Ceia de Natal e troca de prendas

Advento_1.jpgadvento_2.jpgadvento_3.jpg

advento_4.jpgadvento_5.jpg

 

29
Nov18

Livros 2018 | A Esposa Minúscula

A-Esposa-Minuscula.jpg

"A Esposa Minúscula é uma fábula sobre

como podemos perder-nos nas circunstâncias

e encontrar-nos no amor de outra pessoa"

 

Tenho de começar por dizer que a culpa é da Magda e deste seu post. Achei-o tão, mas tão apelativo que não resisti a procurar o livro para o ler.

Encontrei-o no meu sítio do costume (OLX) a um preço quase irresistível e lá o comprei. Chegou ontem. Li-o ontem, enquanto preparava o jantar e um bocadinho depois de jantar. E pronto, terminado.

 

E é realmente um livro maravilhoso. 

Não sei apresentá-lo melhor do que a Magda para tentar convencer-vos a lê-lo, por isso, deixo-vos apenas uma das passagens que mais me marcou e me fez pensar:

 

"Talvez uma das coisas mais duras em ter filhos seja perceber que os amas mais do que à tua mulher. Perceber que é possível amar alguém mais do que amas a tua mulher. Pior ainda é perceber que é um amor que não precisa de esforço. Limita-se a existir. Existe, indestrutível, tornando-se cada vez mais forte. Enquanto o amor pela tua mulher, o amor que exige trabalho duro, não tem direito a nada. É negligenciado, deixado sozinho."

 

28
Nov18

Para mais tarde recordar #58

Vamos as duas no carro, e passamos por um homem a podar umas árvores na via pública (vou-lhe chamar podar quando, na maioria das vezes, na verdade, se tratam de cortes cegos e apenas de índole prática - os ramos não baterem nas viaturas que passam).

   S. (em tom triste) - Oh, estão a cortar aquela árvore. Coitadinha! 

   Eu - Às vezes é preciso, pequenina. Mas não faz mal que depois voltam a crescer.

   S. (ainda em tom triste) - Mas eu gosto das folhas... 

 

E pus-me a pensar que algo que, para nós adultos, parece a coisa mais banal do mundo e à qual nem ligamos, pode ser fator de tristeza / alegria para as crianças, porque as prioridades e os interesses não são, claramente, os mesmos.

 

Ela é que tem razão: Coitadinha da árvore!

 

23
Nov18

Previsões para este fim de semana

  1. Chuva - dispensava-se mas acho que não dá para escapar
  2. Missa de 7º dia do meu tio
  3. Aula de ballet da S. - ela anda a gostar daquilo; ainda vou ter de lhe comprar a vestimenta, por este andar
  4. Jantar de ex-colegas de trabalho, da primeira empresa onde trabalhamos os dois - eu e o marido. Sim, foi lá que nos conhecemos e começamos a namorar. Já saímos ambos de lá há uns de 17 anos.
  5. Marido com os dois dias ocupados com os escuteiros. Eu e a S. por nossa conta.
  6. S. vai dormir a casa dos avós de sábado para domingo (noite do jantar). Devo aproveitar a manhã de domingo para dormir um pouco mais e fazer coisas só minhas (nem sei bem o quê).
  7. Visitar a (ex-)ama da S. Há já uns tempos que não estamos com ela e a S. estes dias lembrou-se disso mesmo. Já falamos com ela para agendar algo mas não ficou especificado o quê nem em que dia (sábado ou domingo). Tenho de avaliar melhor o tempo disponível e a logística.
  8. Acabei de ver que há Mercado de Natal na sede de concelho... Talvez ainda lá dê uma saltada com a S. Adoro mercados de Natal! 
  9. Visitar os sogros com a S. Não estivemos com eles no passado fim de semana e já devem começar a ter saudades da neta (da nora, não, claro... eheheh)

Um bom fim de semana para vós. Eu cá tentarei aproveitar ao máximo! :)

cheiro-de-fim-de-semana-no-ar-1.jpg

 

 

 

 

22
Nov18

Às vezes, sinto-me um ET

what_are_u.jpg

 

Tenho de confessar: parece haver coisas que toda a gente sente/faz/sabe/diz com que eu não me identifico. Não corresponde, de maneira alguma, à forma como eu abordo o mesmo tema. Tenho pensado nisso, nem sei bem porquê, mas... sei lá... eu não sou assim.

Dou-vos exemplos:

 

1. Grandes prémios

Não, não é de fómula 1. É mesmo grandes prémios monetários.

As pessoas costumam gostar de dizer (não sei se é verdade) que se lhes saísse um prémio tipo euromilhões que continuavam a trabalhar. Até podia não ser no mesmo sítio onde estão, mas que certamente fariam algo, criariam algum negócio, sei lá... ocupavam-se.

Já eu admito: despedia-me no mesmo dia e nunca mais trabalhava na vida. 

Há tanto que ver, tanto locais para conhecer, tantos bons SPA's por esse mundo fora, tantas montanhas para escalar, tantos mares para navegar, tantas cidades/vilas/aldeias para visitar...

 

2. Arrependimentos

Quando questionadas sobre se mudariam alguma coisa no seu passado, se têm arrependimentos, as pessoas respondem, quase invariavelmente, que não. Que o passado é o que as define, e mais outros argumentos que agora não me recordo.

Já eu, sem pensar muito, consigo identificar p'r'aí uma dúzia de arrependimentos. Uma dúzia de decisões que mudaria se pudesse voltar atrás (assumindo, naturalmente, que teria o conhecimento que tenho agora).

 

3. Felicidade dos outros

Deixem-me enquadrar primeiro: eu considero-me boa pessoa e boa amiga. Além disso, não sou especialmente ambiciosa no âmbito material e profissional. 

Não obstante, contam-se pelos dedos das mãos (e sobram dedos, se calhar) as pessoas cuja felicidade e sucesso me deixam realmente feliz. Em relação a uma grande maioria, há sempre uma pontinha de inveja, uma pontinha de ciúme.

 

4. Pós Morte

Bem... esta é a que vai parecer mesmo ruim...

No dia do funeral do meu tio, falava-se em como ele havia de querer que a minha prima celebrasse a vida e mantivesse o jantar de comemoração dos seus 40 anos. Até acredito que ele assim o desejasse (ela não foi capaz de o fazer), mas eu afirmei com as letras todas: eu não quereria.

Não posso ser mais honesta: quando eu morrer, quero que as pessoas fiquem miseráveis aí durante umas 2 semanas (e só depois começarem a recuperar, mas aos bocadinhos).

 

Sou assim tão diferente das outras pessoas? Ou a maioria das pessoas é (tenta ser) apenas politicamente correta?

 

21
Nov18

Livros 2018 | O Desafio das 100 Coisas

desafio.jpeg

Vi a referência a este livro algures e pareceu-me que seria uma leitura interessante e motivacional para empreender o destralhe que preciso fazer em casa.

Mas enganei-me. 

Em resumo:

Dave Bruno, o autor, tinha (e ainda tem, penso eu) um blog onde se manifestava contra o consumismo mas, um dia, vagueando pela casa, apercebeu-se que fazia parte dele. Nessa altura, decidiu reduzir o que tinha a 100 coisas (com uma contabilização que, ele próprio o diz, é questionável) e assim viver durante um ano.

Parece que demorou cerca de um ano a fazer a livrar-se dos bens e viveu alegremente durante 1 ano com menos do que as 100 coisas que tinha estipulado. 

Poderia ser um tema interessante, mas a verdade é que o livro enrola e enrola à volta do consumismo ao estilo americano e de como fazemos compras para satisfazer algo que não sabemos bem o que é mas que em boa verdade não se pode comprar.

Fiquei sem qualquer ideia de como se livrou de quase tudo, refez a vida e recuperou a alma. Mas fiquei a saber as marcas de muitas das coisas que tinha e das que comprou, quais eram as lojas onde fazia compras, o nome dos restaurantes onde foi jantar com a mulher...

E pronto, são 192 páginas disto.

Ou seja, poupem-se à leitura. Não tiram nada de novo, a meu ver.

Pág. 1/2