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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

31
Out18

Compras para mim

Decidi aceitar que não vou emagrecer de um dia para o outro. Decidi aceitar-me, por mais uns tempos, assim como sou/estou.

 

Ora, a maioria da roupa de inverno que está no armário (que já não é muita logo à partida) não me serve

Por isso, aproveitei a hora de almoço para ir fazer umas compras. Está na hora de deixar de ser uma pindérica mal vestida a quem todas as roupas ficam demasiado apertadas.

Idealmente, bem o sei, faria estas compras nos saldos ou aproveitando promoções, mas neste momento, tenho 2 pares de calças que me assentam mais ou menos em condições (mais 1 que fica um bocado apertado na barriguita) e umas 3 ou 4 combinações de camisolas / blusas que me servem sem parecer que estão a ser esforçadas em todas as suas costuras.

Até sou fã de minimalismo, mas não vale a pena ser extrema, certo?

 

Portanto, lá fui. Mas não vim com o que queria.

Trouxe apenas dois pares de calças (uns jeans e umas de tecido) e um casaco (que adorei e estava, este sim, em promoção). 

 

Nem sei qual é a maior dificuldade: se o preço das coisas se o seu aspecto. Admito: não consigo gostar de 90% do que vejo exposto. Acho o corte feio, as cores feias, os materiais feios...

Bem sei, sou uma demodé, uma resistente à mudança. Mas não gosto, pronto. Há coisas que acho que ficam mal em TODA a gente.

E não consegui encontrar peças que correspondessem aos meus gostos (e aos da minha carteira, vá).

 

Terei de voltar à carga nos próximos dias, mas a vontade é pouca, confesso.

 

30
Out18

Pudera eu fazer mais...

Conhecemo-nos há mais de 20 anos. A empatia esteve longe de ser imediata. Eu achava que ela tinha um ar snob, ela pensou o mesmo de mim.

A praxe e a vida académica foram-nos unindo e tornamo-nos grandes amigas logo nos primeiros meses da faculdade. 

Nunca tivemos uma relação "lamechas". Aliás, ela nunca foi de grandes desabafos, de grandes partilhas. Mas foi sempre uma amizade estável, segura, que se mantém até aos dias de hoje.

Ela esteve sempre lá nos meus momentos mais duros, com a sua visão prática da vida, com o seu bom senso, a sua retidão.

 

Nestas mais de 2 décadas, apenas a vi / senti verdadeiramente triste, transtornada por duas ou três vezes. A última foi ontem. Ao telefone. Nunca a tinha sentido tão amargurada, tão vulnerável, tão perdida. 

Nunca a vida lhe tinha sido tão madrasta (nem ela merecia que o fosse).

 

Sei que ela sabe que estou aqui para ela quando ela precisar, para o que ela precisar. Disse-lho com todas as letras, não que fosse preciso verbalizá-lo.

Sei também que o que está a passar tem de ser "resolvido" por ela, sem influência de terceiros. Mas gostava de poder fazer mais, muito mais para conseguir apaziguar a dor que lhe trucida o coração neste momento.

Não posso e, por isso, rezo apenas que ela o consiga fazer, com serenidade, e que consiga rapidamente voltar a ser feliz.

 

26
Out18

Food for thought | Muda a hora mas nada (mais) muda

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A questão é simples: para quê?

 

Já todos sabemos que a hora vai mudar no próximo domingo mas, ainda assim, amanhecemos com os olhos semi-cerrados que teimamos em não querer abrir. As nossas manhãs vão de uma violência atroz que se arrasta até ao final do dia, quando chegamos a casa, já noite escura. A culpa não é da luz solar. A culpa é nossa, que nos sobrecarregamos de actividades, estendendo os horários ao limite da exaustão. Uns, porque já não sabem viver de outra maneira, outros porque querem ser muito importantes e ganhar muito dinheiro ou porque precisam combinar vários trabalhos para garantir que as contas se saldam ao final do mês. As crianças saem cedo e chegam tarde, acompanhando esta roda-vida dos pais.

 

A questão é simples: para quê?

Quando foi que o mundo se transformou neste lugar inóspito para viver, em que a palavra viver passou a ser sinónimo de trabalhar e trabalhar o único verbo que podemos conjugar? O que nos fez abandonar a lógica de bairro, que nos permitiu morar, trabalhar e viver numa área que podíamos percorrer a pé? Sem qualquer militância bairrista, porque as grandes cidades perderam muita qualidade de vida, quando foi que cidade e cercanias se tornaram uma mistura tão grande e indecifrável, sem planeamento urbanístico, acessos ou transportes articulados? Quando foi que a suposta anulação do tempo e do espaço criou uma aldeia global que pouco tem de aldeia e nada de global?

 

Lá porque sabemos o que se passa aqui e ali, ou comunicamos com quem está do outro lado do mundo, isso não quer dizer que a nossa vida seja melhor. Creio que a tecnologia deve existir para nos servir mas a sua extensão a todos os domínios do social transformou-nos em escravos das ferramentas que, supostamente, usamos para facilitar a nossa vida. Não há facilidade nenhuma em ter uma aplicação instalada no telefone que nos dá os horários dos transportes públicos quando temos de fazer uma deslocação diária de duas horas porque não há casas na cidade ou dinheiro para as pagar, da mesma forma que também não vejo grande utilidade numa aplicação que nos diz quando deitar, para acordar antes do sol nascer.

 

Olho para a minha filha e vejo-a cansada, consulto o horário da escola - obrigatória - e questiono-me sobre a razão para tantas horas e disciplinas. Depois penso nas suas amigas e na constante indisponibilidade destas crianças, que se dividem entre as escola e as restantes atividades. O inglês, para complementar o ensino oficial, o desporto, porque as crianças têm de se manter ativas, a música ou instrumento musical, porque é excelente para a sua formação e raciocínio matemático. Finalmente, qualquer outra coisa porque eles gostam muito. A juntar a isto, o apoio ao estudo, porque a maior parte dos pais não tem tempo, ou capacidade, para ensinar de acordo com os novos métodos que trocam as voltas a quem fez a quarta classe nos anos oitenta. Novamente, para quê?

Depois têm de estudar para atingirem a meta da excelência porque isto está tão mau que só os melhores se safam… é preciso atingir uma média para entrar na universidade, estudar muito para sair e encontrar um leque de opções tão limitado e mal pago que, pergunto outra vez: para quê? Para ficarem até aos trinta com os pais ou voltarem a meio dos quarenta porque perderam a sua independência financeira? Para morarem do outro lado do mundo procurando algo que os realize em todos os sentidos da palavra realização? Neste tempo que passa entre o acordar e o deitar, quando é que fomos verdadeiramente felizes? No tempo que media a infância destas crianças e o seu futuro como adultos, quantas vezes brincaram despreocupadamente?

25
Out18

O dever obriga... mas é preciso paciência!

Hoje tenho uma reunião, pelas 15h em Aveiro. Uma reunião na qual acho que não faço falta nenhuma.

A previsão é que dure duas horas. A minha experiência com reuniões diz-me que dificilmente terá esta duração... Prevejo que termine lá para as 18h (espero estar errada e que seja mais cedo).

O que quer dizer que, a correr normalmente, só chegarei de novo a Matosinhos lá para as 19h (a rezar a todos os santinhos para que o trânsito não esteja infernal) e ainda tenho a viagem para casa.

Vamos 5 num carro. O carro do meu chefe.

Não estou com vontadinha nenhuma de ir. Mas lá tem de ser! O dever obriga.

Desejem-me sorte e paciência! Muita paciência!

 

24
Out18

Também são assim como eu?

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No outro dia vi um post num grupo do facebook de alguém questionando sobre opções para a passagem d'ano (ou, mais chique, para o Reveillon).

E pus-me a pensar que é algo para que nunca fiz planos com mais que uma ou duas semanas de antecedência. Normalmente, acaba por ser um jantar em casa de alguém, ou até na nossa casa, dois ou três casais de amigos / família e pronto, está feito.

 

Digam-me lá:

fazem sempre planos antecipados, com direito a tutti-tutti, ou são como eu que não dou grande importância à data e qualquer celebraçãozita serve?

 

22
Out18

Estou triste

Sabem aquele casal que sempre acharam que estariam juntos, pedra e cal, para toda a eternidade?

Esse "meu casal" separou-se este fim de semana... Não sei se é permanente, se é uma fase MUITO complicada... Mas não estão juntos e isso é algo que nunca imaginei.

E custa-me não saber bem o que fazer para ajudar (seja em que sentido for).

 

19
Out18

Podem enganar-se mais vezes que não me importo

Fiz há uns dias atrás uma encomenda no Continente online. Na receção, reparei que, com a fatura, não haviam enviado o talão de desconto para a Galp. Liguei para lá, perguntei os motivos. Lapso no envio, disseram eles. "Creditaremos 6€ no seu cartão" (equivalente a abastecer 60l).

Ok, fiquei a ganhar que o meu carro não leva isso tudo.

 

Faço nova encomenda na terça-feira passada. Volta a falhar o talão de desconto. Volto a ligar para lá. Não sabem explicar, porque está registado que foi emitido. Ainda assim, vão creditar 6€ no meu cartão.

Fico a ganhar novamente.

 

Só ontem arrumei uma parte das compras (don't ask...). Verifico que tinham trocado uma das tabletes de chocolate (encomendei 4 de 70% de cacau, mas enviaram-me 3 de 70% e 1 de 99%, que, ainda por cima, tem o prazo de validade a terminar este mês).

Ligo para lá. Perguntam se pretendo trocar ou devolução do valor, sendo que neste último caso, posso ficar com o chocolate que veio errado, como oferta. Escolho, obviamente, a segunda opção.

Volto a ficar a ganhar.

 

Estas compras online estão a correr-me bem! 

19
Out18

Desafio 52 semanas | Semana 42

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Queres acertar no meu presente? Então dá-me…

 

Livros, é logo a resposta óbvia e imediata que me ocorre. Mas também fico muito contente com algo do género de vouchers de estadias e/ou massagens e cabazes de chá, biscoitos e compotas.

A bem dizer, qualquer prendinha pensada com carinho é bem vinda! :)

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia  e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pelo tag  52 semanas

18
Out18

Food for thought | A vontade da criança deve ser respeitada

Depois de ter partilhado com a Psicogata, achei que devia partilhar convosco também:

 

https://nomedopai.blogs.sapo.pt/a-ana-a-minha-filha-e-uma-pessoa-a-47976

 

Leiam (é um pouco longo mas não desistam). Subscrevo integralmente a opinião do autor (embora reconheça que, por vezes, não sou totalmente coerente no meu comportamento - algo que pretendo melhorar imediatamente).

 

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