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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

31
Jul18

Depo Provera: Uma auto análise

Um primeiro enquadramento:

A minha capacidade de auto conhecimento, nomeadamente, em termos de reações corporais, sempre foi baixa. Raramente consigo associar a ação A com a reação B. Tipo, "ah sempre que como espinafres, aparece-me uma verruga no nariz"!

Tenho muito dificuldade em associar coisas, em perceber sintomas, em relacionar eventos.

 

Dito isto:

Depois da ter a S. sabíamos que não queríamos pensar em filhos tão cedo e sou franca, andava pouco a apetecer-me voltar à pílula. Em conversa com o meu médico, e porque estava farta de introduzir hormonas no meu corpo, optei pela colocação do DIU de cobre.

A colocação em si foi mais ou menos pacífica mas a adaptação não. Tinha perdas muito frequentes e muito intensas, com alguma dor associada. Ao fim de cerca de meio ano, optei por tirá-lo.

 

Tinha de voltar a tomar uma opção, e a mais simples, foi voltar à pílula por uns tempos enquanto ponderava. Mas confesso que eu e a pílula nunca nos entendemos muito bem e eu, além de me esquecer, de quando em vez, sou uma batoteira. Acabo a caixa antes do tempo, prolongo mais uns dias se me dá jeito... enfim... uma salgalhada hormonal.

 

O meu médico, na última consulta, e voltando a falar sobre o tema, sugere-me o Depo Provera (Acetato de medroxiprogesterona), um injectável com hormonas similares às do DIU hormonal, que se faz de 3 em 3 meses.

A solução ideal, pensei eu. É barato (cada dose fica em 0,87€, aproximadamente), fácil de aplicar (admito, apliquei em mim mesma a 2ª dose) e ainda tem a vantagem de poder suprimir a menstruação (algo que, confesso, me agrada bastante).

Fiz a primeira aplicação em Março deste ano, repeti em Junho.

E andava muito satisfeita com a coisa até que...

 

Li recentemente o testemunho da Carla relativamente ao uso do DIU Mirena. Na sequência disso, também fui ler o que a Fátima tinha a dizer sobre o assunto.

Pus-me a pensar se, no caso do Depo Provera, também haveria assim casos de insatisfação e de sintomas anormais.

Fiz uma pesquisa na internet e encontrei vários testemunhos. A maior queixa é a de aumento de peso. Acrescem outras de alterações comportamentais.

Daqui a começar a fazer uma auto análise foi um pulinho.

 

Como partilhei aqui, entre Abril e Junho recuperei todo o peso que havia perdido desde o início do ano. Não me tenho pesado, mas a minha roupa diz-me que o cenário não tem estado melhorar.

Olhando em retrospetiva, desde Abril que o meu apetite aumentou significativamente, o meu desejo de doces disparou, sinto-me cansada, especialmente, a nível mental, mais apática...

Também a minha pele manifesta alguma reação, estando um pouco mais oleosa, assim como o cabelo.

 

Se posso culpar o Depo Provera disto tudo? Não sei bem. A verdade é que engordei porque tenho comido mais e não tão saudável. Mas, pensando bem, se calhar não assim tanto como a balança e a roupa refletem.

Pondero muito seriamente não fazer a próxima toma, prevista para Setembro, e ver como reaje o meu corpo. Vou ter alguma pena de ter de me voltar a chatear com a menstruação, mas como nunca foi coisa de me causar grande incómodo (a não ser ter de andar a trocar os absorventes), é mal menor.

 

Preciso é de perceber se é real a sua ação sobre mim, ou se estou a fazer dele um bode expiatório!

 

Alguém desse lado com experiência neste contracetivo?

 

27
Jul18

Coisas de hoje

* Dia importante para o maridão, com boas perspetivas de uma mudança há muito desejada (e precisa). Vamos esperar para ver como corre...

 

* Recorri pela primeira vez ao serviço da Uber. Não poderia estar mais satisfeita. Não posso dizer que tivesse queixas dos táxis usados até hoje, mas esta foi uma experiência muito positiva.

 

* Comprei, através do OLX, um lote de 26 livros infantis por 40€. Dá uma média de 1,54€ por livro. Uma grande parte é constituída por livros relativamente pequenos e de baixo valor (cerca de 5-6€), mas o preço de alguns deles, nas livrarias habituais, rondam ainda os 15-20€. Ofereci um, coloquei alguns à venda (já os tinha) e até já vendi um deles (baratinho, mas acima do custo de compra e sempre vai abatendo ao valor que gastei). A maioria será para ir oferecendo à S. Acho que fiz uma boa compra.

26
Jul18

O meu milagre

Ontem a S. teve mais uma das suas consultas de rotina, de acompanhamento no Hospital de S. João. Desta feita, de Pediatria - Neonatologia. 

 

O médico que a acompanha nesta especialidade é um dos que presta serviço na Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia e, como tal, acompanha tantos outros casos similares (uns mais que outros).

 

À entrada da consulta, percebi que o/a paciente anterior era um pequenino bebé, ainda com suporte de oxigénio. Foi algo que receei que fosse acontecer à S., na altura que estava para ter alta, porque ela parecia não se aguentar sem o apoio do tubinho de oxigénio e isso já não era motivo para a manter internada. Felizmente, na reta final, e quase sem se estar a contar, começou a conseguir respirar sozinha, sem ajuda, e pudemos levá-la para casa sem esse "atranquilho".

 

À conversa com o médico, diz ele que têm agora na Unidade um bebé que nasceu com 410g, às 23 semanas. Que ainda baixou de peso para as 300 e qualquer coisa, mas que já tinha recuperado o peso.

Perguntei se estava com boas perspetivas... ele torceu o nariz. Não o disse "preto no branco", mas entendi que as expectativas de sobrevivência eram muito baixas... e que a ocorrerem, seria com mazelas...

 

Fiquei a pensar naquilo... nos dois casos...

E ali, mais uma vez, consciencializei-me que tenho em casa um milagre. Mesmo tendo mais 2 semanas de gestação e mais peso quando nasceu, a S. é um milagre da ciência e da natureza, com o dedo de Deus.

20140714-171448 - Sara 011.jpg

 A S., no dia em que nasceu.

 

Ter sobrevivido, atendendo às condições de base e ao que passou, foi um milagre.

Não ter mazelas da prematuridade extrema (até à data, pelo menos, nada foi identificado), é um milagre.

Ser completamente saudável, reguila e faladora, é um milagre.

 

E, por isso, serei sempre grata: à vida, aos profissionais do São João, ao nosso Sistema Nacional de Saúde, a Nª Srª de Fátima e a Deus.

 

 

 

P.S: Apesar de a espera ter sido longa, a consulta em si foi relativamente rápida e saímos de lá com o que já sabíamos: que está tudo bem! :)

P.S2: Estou a torcer por e a enviar energia positiva para aquele bebé e para os seus pais. Que tenham também o seu milagre!

25
Jul18

12 horas

Esta noite a S. dormiu (mais de) 12 horas seguidas.

Adormeceu no carro, no regresso da escolita - algo que já não acontecia há largos meses - e não acordou quando a tirei da cadeirinha. Ainda resmungou um pouquito nos meus braços, pareceu-me que ia despertar mas aconchegou-se a mim e voltou ao seu sono.

Estive com ela uns minutos no colo, sentada no sofá, para ver para onde aquilo ia, mas o sono ficou cada vez mais profundo.

Tirei-lhe as sandálias e deitei-a na sua cama pelas 19:30, de roupa vestida. Ainda pensei que algures durante a noite fosse despertar e chamar por mim, mas só voltou a acordar quando a fui chamar, pelas 7:30 da manhã. Ainda dormia mais se a deixassem.

 

Acho que andava mesmo a precisar de uma noite de sono assim: longa e sem interrupções (o mal é que também ficou todas aquelas horas sem comer nem ir à casa de banho, mas ela não se queixou de manhã).

23
Jul18

Nova aquisição

Não tendo orçamento para uma casa com piscina, e achando que é má onda estar sempre a aproveitar-me da piscina dos outros, decidimos investir numa insuflável para o terraço.

56475_1.jpg

Esta é a segunda que compramos. A anterior era grandinha (tinha mais de 3 m de diâmetro), mas começamos a achar que o peso era excessivo para a estrutura da casa (estamos a falar de cerca de 4 toneladas de água) e, por isso, deixamos de a usar.

No ano passado, arranjamos uma emprestada, meia manhosa, para a S. usar, mas não tinha grande estabilidade e já estava um pouco velha.

Apesar de o Verão estar com dificuldade em instalar-se, a S. anda sempre a pedir para montar a piscina, pelo que entendemos por bem arranjar uma em condições, que desse para pôr no terraço sem problema. 

56475_2.jpg

Esta é espaçosa o suficiente para nos refrescarmos, nós adultos, e para a S. brincar, e baixa conforme necessário para garantir a segurança da nossa pequenina.

E como só leva 882 litros, não é um peso exagerado para o terraço, nem nos dá cabo da conta da água no final do mês.

 

Encomendamo-la num site espanhol na terça à tarde e na sexta de manhã já a estavam a entregar. Adoro sites espanhós por causa desta eficiência!

E ontem a S. já pode usufruir dela e divertir-se imenso na água com o pai! 

 

*imagens retirada daqui

18
Jul18

Grata

Admito: queixo-me frequentemente, faço contas todos os meses, acho que podia/devia ganhar mais...

 

Mas depois, vou à calculadora que o Eurostat disponibilizou aqui e percebo que temos um rendimento líquido superior a 90% das famílias portuguesas com estrutura similar à nossa.

 income.PNG

E lembro-me que devo ser grata.

Grata todos os dias.

Grata porque ambos temos emprego e trabalhamos em empresas bem estruturadas que pagam o salário a tempo e horas.

Grata porque temos uma (boa) casa para viver, temos viaturas para nos deslocarmos, temos alimento na mesa, temos saúde para trabalhar e para brincar.

Grata porque podemos dar-nos ao luxo de jantar fora de vez em quando, de ir dar uns passeios, de comprar o que precisamos (e até o que poderíamos dispensar, algumas vezes), de irmos aqui ou ali de férias.

 

Não devia ser preciso pôr as coisas em perspectiva para ser grata, mas fazê-lo claramente ajuda!

17
Jul18

4 anos depois, notícias boas!

Faz hoje 4 anos que comecei a minha rotina (que durou 113 dias) de idas diárias ao Hospital de São João para estar com a minha pequenina. Uma rotina difícil, dura, exigente emocional e fisicamente.

Até à sua alta, fui lá todos os dias, sem exceção, sendo que, na maioria deles, chegava à Neonatologia pelas 10h e saía pelas 20h (com um pequeno intervalo para almoço). 

 

Hoje, a S. teve consulta de Psicologia Clínica com a Dra.S. (o mesmo S, exatamente). A Dra.S. acompanhou-a desde os primeiros dias na Neo, pelo que é dos profissionais que melhor pode avaliar a sua evolução, o seu desenvolvimento.

A consulta correu de forma maravilhosa. A S. portou-se super bem, respondeu a tudo, resolveu todos os exercícios de avaliação (alguns, com distinção).

Diz a Dra.S. que a minha S. está ao nível de uma criança de 5 anos no que respeita a vocabulário / linguagem e capacidade de raciocínio lógico. Que está de Parabéns pelo seu desenvolvimento, ainda mais atendendo ao "arranque" complicado que teve.

 

Coisas boas de se ouvir e vivenciar neste 4º aniversário do início de uma fase muito difícil da minha vida!

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