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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

29
Mar18

Para mais tarde recordar #50

Esta manhã, ao entrarmos no carro, pergunta ela:

   - Mamã, que é isto que está escrito na minha cadeira?

Olho e digo:

   - Airbag.

E lá tive de lhe explicar o que era o airbag e o por que era perigoso colocar a cadeira dela em frente ao airbag e tal.

 

Já quase a chegar à escolita, uns 20-25 minutos depois, íamos a ouvir o "Trolipop" da Xana Toc Toc e diz ela:

  - Mamã, o que era aquilo que dizia na minha cadeirinha?

  - Airbag.

  - O trolipop da Xana Toc Toc também tem airbag?

  - Acho que não, pequenina.

  - Eu acho que tem! - diz ela.

 

E por que não? Se calhar até tem! 

 

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28
Mar18

Livros 2018 | Um Milionário em Lisboa

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"O que é a beleza? (...)
A beleza é a cor de que se pinta a verdade."

 

"Um milionário em Lisboa" é o livro que completa "O homem de Constantinopla". Um sem o outro não fazem sentido.

 

Ficamos, neste tomo, a perceber melhor como se tornou Kaloust no homem mais rico do mundo, numa altura em que o mundo vivia em convulsão, com a 1ª e 2ª Guerras Mundiais, como lidou ele com as guerras e conseguiu salvar o seu património, a conhecer os motivos da sua vinda para Portugal, como eram os seus dias em Lisboa e arredores (parece que era apaixonado por Sintra. Quem não é?) e por que razão optou por deixar cá a sua coleção e a sua fundação.

José Rodrigues dos Santos explora também, numa primeira parte do livro, a vida de Krikor, filho de Kaloust, e a sua experiência traumática na Turquia, no decorrer do extermínio arménio. É uma parte muito dura e violenta, talvez um pouco extensa demais, que mexe com o nosso âmago, mas que permite ter um retrato do que aquele povo sofreu às mãos dos turcos.

 

Podendo ser umas 100 páginas mais curto, sem perder conteúdo relevante, este é um livro que vale a pena ler, no seguimento do seu antecessor (há quem defenda ser uma obra só em dois livros, e eu concordo).

 

27
Mar18

Quaresma 2018 | Faltam 5 dias

Faltam apenas 5 dias para a Páscoa. Mais 5 dias sem doces.

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As tentações dos últimos dias incluiram leite creme, cheesecake com lemon curd (que tinha um aspecto absolutamente delicioso), tarte de nata, mousse de after eight...

Mais as vezes todas que me apetece comer uma bolachinha ou um quadradinho de chocolate no fim do jantar.

 

Devia aproveitar o lanço e abster-me dos doces mesmo depois do fim da Quaresma - mal não me fazia nenhum, pelo contrário, e quem já aguentou 41 dias também devia aguentar mais uns quantos - mas não me parece que consiga, sem esta motivação.

 

Mas vou esforçar-me a sério, em duas coisas:

   1. Não perder a cabeça logo no dia de Páscoa e pôr-me a comer doces como se não houvesse amanhã;

   2. Manter uma relação mais distante com o açúcar, deixando os mimos para uma ou duas vezes por semana. 

 

26
Mar18

...

Eu bem leio livros de parentalidade positiva e coisas afins, mas há alturas em que a paciência se esgota, mesmo que não seja necessariamente uma situação extrema.

Esta manhã a paciência "fugiu-se-me". Berrei, chateei-me... e a bem dizer, a culpa nem era dela. Eu é que acordei tarde. Eu é que a fui acordar tarde. Eu é que não tinha preparado tudo na noite anterior.

E quando me capacito disso, o "chão foge-me" também. E fico com um aperto no peito.

 

Fizemos as nossas pazes bem antes de sairmos de casa. Abraçamo-nos e até rimos.

A viagem até à escolita, essa, foi feita quase sempre em silêncio. Chegamos já tarde e todos os meninos estavam já na sala onde fazem o check in matinal. 

Com toda a calma, e sem protestar, foi trocar o calçado e depois de me dar um beijo e um abraço de despedida, subiu sozinha as escadas para ir para a sala. Não quis/precisou que fosse com ela.

Fiquei espantada! 

Mas a bem dizer, não percebi bem se foi por estar a ficar tão crescida ou se foi por estar ainda "marcada" pelos berros da manhã.

 

23
Mar18

Desafio 52 semanas | Semanas 11 e 12

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Na semana passada fiquei em falta neste desafio, por isso, hoje faço um 2-em-1.

 

Semana 11: Os meus brinquedos favoritos na infância eram...

 

Parece mal não ter bem ideia disto? Quer dizer, lembro-me de alguns brinquedos e tal mas não tenho memória de favoritos.

Gostava de brincar com carrinhos e berlindes com um dos meus primos, que era meu vizinho e da minha idade. Gostava também de brincar com bonecas com a minha irmã, a minha prima (irmã do meu primo) e uma das nossas vizinhas. E legos. Também gostava de legos.

Acho que mais do que brinquedos, gostava de estar com pessoas e brincar com elas. Às escondidas, ao elástico, à macaca, às apanhadas... Isso é que era divertido!

 

Semana 12: Coisas para se fazer no frio...

 

...sentar em frente à lareira, com uma manta por cima

...ler um livro, acompanhado de um chá quentinho

...convívios em casa com amigos

...dormir muito

 

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia  e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pelo tag  52 semanas

20
Mar18

Breves notas dos meus dias

Nota 1

Voltei hoje à piscina, ao fim de umas 3 ou 4 semanas de ausência. Em boa verdade, desde o início do ano, devo lá ter ido umas 4 ou 5 vezes... se tanto. 

Soube-me bem. Tenho mesmo de manter regularidade nisto.

 

Nota 2

No sábado à noite fomos a uma festa. A S. foi dormir a casa dos avós por própria iniciativa (iupi!) e acabamos, por isso, por aproveitar um pouco mais. Regressamos a casa pelas 3h da manhã. Há muito que não dançava tanto!

 

Nota 3

Há livros que precisam de pausas. Este "Um milionário em Lisboa" é um desses livros. As partes relativas ao massacre dos arménios pelos turcos são extremamente violentas (é incrível a maldade humana) e fazem o nosso âmago ficar revolto.

No domingo de manhã li umas quantas páginas mas, mesmo tendo oportunidade de ler um pouco à tarde, decidi pousá-lo e deixar as entranhas acalmarem-se.

Hoje ou amanhã já lhe volto a pegar e logo verei se tenho de fazer novas pausas (ainda tenho muito livro pela frente).

 

Nota 4

Ao contrário de (quase) toda a gente, ontem não fiz uma única referência pública ao dia do Pai, nem no blog, nem no meu facebook.

Ao contrário de (quase) toda a gente, não acho os pais da minha vida (o meu pai e o pai da minha filha) perfeitos, nem os melhores do Mundo. São cheios de qualidade e defeitos, como as outras pessoas. 

Never the less, amo-os profundamente.

 

Nota 5

Tivemos uma festa de aniversário no domingo, com mesa cheia de coisas boas (doces, entenda-se). Continuo firme na minha abstinência.

 

19
Mar18

Livros 2018 | A Boneca de Kokoschka

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Há livros que devem ser lidos com calma. Livros que exigem atenção. "A Boneca de Kokoschka" de Afonso Cruz, é um desses livros.

Devia tê-lo lido com mais atenção. Devia ter-lhe dedicado mais tempo. Acelerei a leitura para me poder rapidamente dedicar a "Um Milionário em Lisboa", mas quando terminei, fiquei claramente com a sensação de que o devia ter respeitado mais.

Porque só no final fiquei a perceber verdadeiramente a história. Porque só no final percebi os interregnos, as histórias cruzadas, os personagens. Porque só no final tive, em consciência, noção do todo. Porque fiquei com a noção de que não aproveitei bem os personagens e as suas vidas.

 

Não sou de repetir leituras, mas este era digno de que o fizesse (embora, muito certamente, não o vá fazer).

 

Não sei fazer críticas literárias, mas sei dizer que, apesar de não me parecer no início, este é um livro a ler. Mas dediquem-lhe tempo e atenção. Ele merece! 

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