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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

02
Jun17

Na sua dor, revi a minha

Na última aula de babyoga da S., a D., mãe de uma das meninas que lá anda, contou-nos que estava grávida, naturalmente muito feliz, e a pequenita também.

Ontem, via Whatsapp, contou-me que perdeu o bebé no sábado passado. Fiquei muito triste por ela.

E a minha mente voltou a 7 de Dezembro de 2012. Vivi na pele uma perda daquelas, por isso sei o que custa, o que dói (ainda que todos sejamos diferentes e cada processo seja único).

Sei que é algo que fica connosco por muito, muito tempo. 

Cheguei a casa e abracei a S. com ainda mais força que o habitual. Porque foi o nascimento dela que permitiu suavizar, verdadeiramente, a dor daquela perda. Porque é a alegria dela que faz com que, cada vez menos, me lembre do que passei.

Ainda assim, passei o resto do dia com aquilo na cabeça. A perda da D. lembrou-me a minha perda. E adormeci com lágrimas nos olhos, regressando aos acontecimentos daquele fatídico dia.

Nenhuma mulher devia ter de passar por isto.

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