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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

11
Jan18

A mãe que sou podia ser melhor!

Nunca aspirei a ser uma mãe perfeita. A bem dizer, durante muito, muito tempo nem sequer aspirei a ser mãe... mas isso são outras conversas.

Nunca pensei que ia conseguir concicliar tudo, ser maravilhosa na educação da cachopa, manter a minha paciência de forma infinita como a mãe do Ruca, fazer bolachas e papas e bolos e toda uma panóplia de delícias caseiras para a cachopa não comer alimentos processados... Não, não me passou pela cabeça que ia conseguir ser isso tudo.

Posso admitir que achava que ia conseguir ter um pouco mais de tempo para mim, mas facilitei na "educação" do pai da criança e agora estou a pagar as minhas cedências passadas. Mas novamente, isso são outras conversas.

 

Mas antes de escrever as restantes linhas, há que referir uma coisa: eu sei que não sou má mãe. Más mães são aquelas que não ligam nenhuma aos filhos, que os maltratam, que têm sempre as suas prioridades acima das dos filhos,...

E eu sei que não sou nada disso. Amo a S., dou-lhe mimo e carinho, cuido dela, brinco com ela, enfim... esforço-me por cumprir direitinho o meu papel.

 

Mas tem dias em que sinto que podia e devia ser melhor. Bastante melhor.

Porque há dias em que lhe respondo torto ou que lhe falo mais alto, quando ela está apenas a ser criança. Porque há dias em que abro uma lata da salsichas para o jantar porque não me está a apetecer nada cozinhar (ela adora salsichas por isso não me acha má mãe nestas alturas). Porque adoro as minhas viagens em silêncio e, por isso, grande parte das vezes, vamos as duas no carro simplesmente caladas ou então a ouvir algumas das suas canções. Bem podia tentar conversar com ela, mas há dias em que não me apetece.

Porque há dias em que tenho preguiça e deixo o seu banho para o dia seguinte. Porque há dias em que estou com pouca disposição e, quando ela pede para brincar, eu contraproponho ver televisão. Porque lhe dou bolachas de compra todos os dias... algumas das vezes, até de chocolate. Porque lhe ponho o telemóvel à frente enquanto ela janta.

 

Sei que podia melhorar, sei que devia esforçar-me por optimizar o tempo que passo com ela, por brincar mais, por escutá-la mais, por ser mais paciente... Mas a maioria dos dias, não me sinto capaz de o fazer.

E por isso, muitas vezes, sinto que não sou boa mãe. Pelo menos, não tão boa quanto poderia / deveria / gostaria de ser.

 

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