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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

26
Set17

A Escola da S. e dúvidas minhas

Quem acompanhou a saga da escolha do Jardim de Infância para a minha filha (aqui), percebeu que a nossa escolha, e na verdade toda a nossa procura, recaiu sobre uma opção dita alternativa.

 

No Jardim de Infância que escolhemos, e que tem também acompanhamento a miúdos inscritos no ensino doméstico, há diversas coisas que diferem das escolas e JI tradicionais.

Começa pelo facto de os miúdos não estarem segmentados por idades, mas em dois grandes grupos: o da pré e o do ensino básico (que vai, ali, dos 6 aos 12 anos).

O grupo onde a S. se insere tem miúdos de 3 (na verdade, alguns ainda com 2), 4 e 5 anos. A transição para o grupo do ensino básico é feita muito de acordo com o estado de desenvolvimento do miúdo, mais do que a idade verdadeiramente dita.

Esta mistura parece-me saudável, até porque o único sítio onde nos segmentam pela idade é na escola, e isso não faz qualquer sentido porque somos todos diferentes, cada um tem o seu ritmo, as suas competências fortes e as suas fraquezas... 

Mas há outras coisas que me agradam na escola que escolhemos: respeitam o ritmo da criança, seja no desfralde, seja na sesta, seja nas refeições. Vão avaliando, vão percebendo o estádio de cada um e vão trabalhando com eles em função disso. Se uma criança de 3 anos (como a S.) não quiser dormir, não dorme. Se uma de 4 ou 5 quiser dormir, pode fazê-lo sem problema.

 

No grupo do ensino básico há ainda mais questões: não seguem o programa exatamente como ele está definido pelo Ministério da Educação, embora, claro, preparem as crianças que precisam fazer os exames. Trabalham por projetos e para cada projeto definem as metas a atingir, seja em matemática, seja em português, seja em estudo do meio, ou outras componentes mais específicas. E não há TPC. Nem tabelas com notas.

Para mim, isto é uma coisa boa! Tudo continue a correr como até aqui, ali e no ensino público, e sei bem onde vou querer que a minha filha faça os seus estudos.

 

Mas percebi, na reunião de pais que tivemos na passada sexta-feira, que para alguns pais isto faz confusão. Não haver TPC. Não haver notas. Não haver exercícios para fazerem com os filhos em casa.

Porque querem, a toda a força, pôr os filhos a fazer fichas, inclusivé durante as férias. Mas como não há livros nem outros apoios, não sabem quais as metodologias que estão a ser seguidas na escola e querem saber para poder "treinar" com os filhos em casa.

Porque sem tabelas de notas não sabem como ele está a evoluir. Porque acham que os filhos têm de trabalhar mais em casa, mesmo que nada lhes indique que existe essa necessidade.

Se queriam TPC e tabelas com notas e mais não sei quê, por que inscreveram o filho naquela escola? Não é assim barata, até há uma escola do ensino básico mesmo do outro lado da rua... para que têm ali os filhos?

 

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