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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

29
Nov17

Memórias de Natal

«Ao pensar no que escrever para este artigo de opinião, sugeriu-me a minha homónima mãe que escrevesse sobre a seca, por ser assunto do dia e por trabalhar eu numa empresa ligada às águas.

Poderia ter algo a dizer sobre o tema, admito, mas considero-o mais que falado e não ia ser por meia dúzia de palavras que pudesse escrever que iam as pessoas mudar os seus comportamentos de esbanjamento desse bem tão essencial.

Além disso, nesta época, a minha cabeça está mais virada para o Natal, por isso, apeteceu-me mais falar sobre isso.


Os meus Natais sempre foram, até à idade adulta, cheios de gente. A cada passo, acrescentavam-se elementos à família, fosse por nascimento ou fosse por casamento e o número de comensais e convivas era cada vez maior.

Lembro-me dos natais passados ainda em casa dos meus avós maternos. Lembro-me das trocas de presentes na sala de jantar, que só se usava em pontualíssimas ocasiões (como era tão habitual nas casas antigamente). Lembro-me do ano que recebi a cassete (novas gerações, o google dir-vos-á o que era isto) do álbum Bad do Michael Jackson e do meu tio mais novo se rir dos meus gostos musicais (teria uns 10 anos, acho que tenho perdão!).

Lembro-me dos jogos de cartas depois do jantar, do riso sonoro das minhas tias quando o jogo da sueca lhes corria bem, do resmungar aborrecido do meu avô quando tal não lhe era favorável.

Lembro-me do cheiro dos doces, dos pratos de formigos que sempre devorei, das rabanadas carregadas de açúcar, mas absolutamente deliciosas.

Lembro-me que, a dado tempo, mudamos o local das festividades para casa de uns dos meus tios, quando os meus avós começaram a ficar mais velhos e o espaço começava a escassear, consequência das diversas “admissões” à família dos anos anteriores, mas que essa mudança não trouxe qualquer alteração ao espírito vivido.


Depois de casar, os Natais passaram a ser alternados – num ano em casa dos meus tios, no outro em casa dos meus sogros. No primeiro Natal que aqui passei, apanhei um choque de realidade. Éramos 6 à mesa (e não 22 ou 23 como estava habituada). O Natal pareceu-me pobre, sem jogos de cartas, sem gargalhadas sonoras, sem o buliço que me era conhecido.

Naturalmente, com os anos, fui-me habituando a este estilo de Natal, que não me parece agora tão estranho, mas apenas diferente do outro, que é também agora um pouco diferente à medida que nós, os netos, nos fomos casando e criando as nossas famílias, desagregando assim aquele grande grupo que se juntava a 24 de Dezembro.

 

Os que ainda se juntam (e nos quais me incluo, ano sim, ano não), fazem por manter uma tradição que me é cara e que me recorda o amor que os meus Avós maternos imprimiram na sua família, nos seus filhos, nos seus netos. E a esses, que se esforçam, desta ou doutra forma, por manter o seu espírito vivo entre nós, serei sempre grata.»

 

NOTA:

Texto publicado na edição de hoje do jornal local com que colaboro (de 2 em 2 meses), com artigos de opinião.

28
Nov17

Xiribi

O meu pai gosta de brincar, inventando palavras. E brinca muito com a minha filha com jogos de palavras inventadas (o que, para quem está a criar vocabulário, poderá não ser o melhor jogo, mas pronto, eles lá se divertem).

Uma dessas palavras é Xiribi. É algo que varia entre um nome e um adjetivo, tipo "A S. é xiribi" ou "Xiribi, anda cá".

 

Numa destas noites, algures pelas 3.30h da madrugada, acordo com a voz da S., num tom calmo e bem desperto:

  - Xiribiiii! Oh xiribi! Onde estás, xiribi? Anda cá.

Lá me levanto e dirijo-me ao quarto dela. Quando me vê:

  S. - Tu é que és a xiribi?

  Eu - Não, o xiribi estava ocupado e vim eu! 

  S. (em tom de gozo) - Nãããooo, tu é que és a xiribi! 

 

E pronto, desde aquela noite, quando acorda a meio da noite, ou até de manhã, põe-se a chamar pel@ Xiribi! 

 

  

23
Nov17

Serei má pessoa por isso?

Numa dada altura, quando éramos miúdas, eu e a minha irmã, decidimos que havíamos de comprar um presente para o nosso Pai (já não sei dizer se pelo seu aniversário se pelo Dia do Pai). Não tendo grande orçamento disponível, também não tínhamos muita escolha, mas lembro-me que decidimos oferecer-lhe um baralho de cartas, porque não havia nenhum em casa e nós queríamos jogar cartas! 

 

Ontem, fiz uma compra mais ou menos similar. Comprei um tapete grande para a sala de estar, para oferecer aos meus sogros, a pensar no desconforto que sinto de cada vez que estou naquela sala  e quero brincar com a minha pequena no chão (que só tem um tapete de 1 metro de diâmetro). 

 

Isto faz de mim má pessoa?

Também já vos aconteceu comprar presentes a pensar mais no benefício que tirarão deles do que verdadeiramente no interesse / gosto que os destinatários terão nos mesmos?

 

22
Nov17

Dos presentes de Natal

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Gosto do Natal. Gosto do espírito, das decorações, das festividades.

Gosto de oferecer presentes. E gosto de receber presentes (essa coisa dos presentes só para as crianças é coisa que não se me pega)! :D

 

Da minha lista de presenteados fazem parte, este ano, 33 pessoas. É "muita fruta", bem sei.

Por isso, é que tenho uma lista onde faço o controlo do que comprei nos últimos anos e onde faço o orçamento para cada Natal. E por isso é que começo cedo a fazer compras para o Natal.

 

À data, tenho 17 presentes completamente despachados, 11 semi-encaminhados, 4 por comprar/decidir.

Há ainda mais 2 ou 3 trocas de mimos, não contempladas ainda na lista, que terei de comprar (ou não, dependendo de quem me tocar em sorteio presentear).

Estou neste momento, com gastos 50% abaixo do orçamento.

 

Acho que se pode dizer que estou bem encaminhada!

21
Nov17

Parece que não é para já...

Ela tinha decidido que desta vez é que era. Que ia perder todos aqueles quilos a mais acumulados entre barriga e coxas, que ia começar a alimentar-se direitinho, que ia deixar os doces, que ia retomar o exercício físico.

Ela anunciou a decisão aos setes ventos, convencida que estava que sim, ia conseguir e que estava motivada.

Ela portou-se bem uns tempos, os quilos cederem um pouquinho e ela pareceu achar que tudo era fácil.

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Mas de um dia para o outro, a motivação desapareceu, sem mas nem porquê. E ela vem-se arrastando ao longo dos dias, com fases mais equilibradas e outras menos.

Ela já não se pesa regularmente para não sofrer desilusões. Decide na sua cabeça fazer dois dias direitinhos e só depois enfrentar a balança, mas esses dois dias nunca acontecem.

Porque ela anda a enganar-se a si própria, a comer quase que às escondidas, a atacar a caixa das bolachas a cada 10 minutos quando está em casa.

Ela acha que quer muito emagrecer mas não se comporta em conformidade.

Ela parece ter desanimado apesar de continuar sem gostar lá muito do que vê no espelho e das imensas roupas guardadas "para quando emagrecer".

Um dia vai consegui-lo, ela sabe, mas não sabe quando... Parece que não é para já...

20
Nov17

Nunca chegaremos lá

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Uma pessoa, às vezes, até acha que se está no bom caminho.

Mas depois lê notícias destas e conclui que estamos tão longe, mas tão longe, que nunca chegaremos lá. Nunca!

A igualdade de (oportunidade de) género é uma pura utopia, quando a maioria das mulheres continua com ideias (e, certamente, comportamentos) "machistas".

20
Nov17

Calendário do Advento | As ideias (até agora)

Como já vos disse, ando a magicar atividades para incluir no Calendário do Advento que comprei, para fazer com a S.

 

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(não consegui arranjar uma imagem melhor do "bicho")

 

Já procurei em vários sítio, já tenho listas imensas de sugestões, mas tenho de ajustar ao que me parece razoável fazermos atendendo à idade dela, e à nossa disponibilidade (de tempo e financeira, claro).

 

Até agora, a lista é a seguinte, ainda sem ordem definida:

  1. Visitar Perlim
  2. Ir ver Iluminações de Natal (preferência, à Baixa do Porto, mas pode ser noutro local)
  3. Montar e decorar a Árvore de Natal
  4. Decorar o jardim e exterior da casa (com coisas alusivas ao Natal, claro)
  5. Fazer piquenique junto à Arvore de Natal
  6. Aprender como se celebra o Natal noutras partes do Mundo
  7. Separar livros e brinquedos para entregar numa instituição
  8. Brincar às princesas (com maquilhagem e tudo)
  9. Pintar desenhos de Natal
  10. Ver um filme de Natal
  11. Sessão fotográfica natalícia
  12. Ouvir e cantar músicas de Natal
  13. Fazer bolachas
  14. Ouvir História sobre o Natal

 

Faltam ainda 10.

Outras que tenho em estudo / análise:

  • Fazer decorações de Natal
  • Ir a um concerto de Natal
  • Fazer chocolate quente com marshmallows e sentarem-se debaixo de uma mantinha a ver desenhos animados todos juntos
  • Fazer um bolo
  • Fazer pizza caseira

 

Acho que ainda vou ter de colocar uns chocolatinhos em alguns bolsinhos! 

19
Nov17

Não é que eu não soubesse...

...mas confirmo que a minha filha é “mini” quando me apercebo que, aos 3 anos e 4 meses, está vestida com:

  • uma camisola 18-24 meses
  • uma túnica 6 meses
  • uns calções 12 meses
  • uns collants 18 meses
  • um casaco 1 ano

Estava linda mas tudo roupas que comprei há imenso tempo! A roupa rende muito à minha pequenina! :)

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