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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

29
Abr17

Marostica

Num destes dias, numa sessão de zapping, parámos no Travel Channel e ficamos a ver o programa "Mysteries at the Museum" (já alguma vez viram? É muito interessante!)

Não vimos o início mas falavam de Marostica e do seu jogo de xadrez humano.

marostica.jpg

 Imagem retirada do site oficial - http://www.marosticascacchi.it

A origem da tradição remonta ao ano de 1454, quando dois nobres guerreiros, Vieri e Rinaldo, se apaixonaram pela bela Lionora, filha de Taddeo Parisio, o governador do Castelo de Marostica, e quiseram travar um duelo para a disputarem.

Taddeo entendeu que a disputa pelo coração da sua filha não deveria derramar sequer uma gota de sangue, por isso decidiu que seria um jogo de xadrez a definir o futuro da jovem Lionora. O vencedor da partida casar-se-ia com Lionora, e o perdedor com Oldrada, a irmã mais jovem.
O jogo de xadrez aconteceu num dia de grande festa na cidade de Marostica e mobilizou a inteira população do território. Prefeitos e governadores de outras cidades da região e suas respectivas famílias, crianças, jovens, velhos, religiosos, todos pararam para ver/acompanhar a famosa disputa. As peças tinham vida: rainhas, reis, bispos, torres, cavalos eram reais e desfilavam pelo enorme tabuleiro de xadrez da praça de Marostica.
 
Fiquei maravilhada com a história e cheia de vontade de lá ir e ver o jogo ao vivo!
Acontece a cada 2 anos, nos anos pares. 
Acho que já tenho destino de férias para 2018! :D
 
28
Abr17

Crónicas de uma dona de casa (quase) desesperada #10

Sentada muito sossegada na minha secretária, no trabalho, ouço o meu colega de gabinete dizer: "E agora onde é que eu arranjo uma roda de bicicleta?"

Eu: "Para que queres uma roda de bicicleta?"

Ele: "Um projeto para a escola da minha filha. Precisa recriar um monumento de Inglaterra, e lembrei-me da roda gigante."

Eu: "Tenho em casa uma bicicleta velha, que pretendia enconstar a um contentor algures. Se quiseres ir buscá-la lá a casa..."

 

E assim me livrei de mais um mono que ainda andava pela nossa garagem. :)

 

Entretanto, já vendi a cama em forma de casa, e no início da próxima semana também já segue para novos donos. E despacho hoje, para novas mãos, uns 9 ou 10 dossiers vazios, resultantes de uma limpeza de papelada feita há já imenso tempo.

É pouco, mas lá se vai destralhando, esvaziando a casa e ganhando espaço! :)

28
Abr17

Poupança - Balanço mensal #4

E está feito o Abril (faço os balanços nos dias em que recebo o salário...). 

Abril, como previ no balanço anterior, não foi um bom mês para as minhas finanças. 

Aqui fica a minha reflexão:

 

Primeiro:

Desafio das 52 semanas. Ainda tentei na primeira semana, mas depois comecei a ver o cenário demasiado complicado e não coloquei nem mais um euro no frasco. A ver se em meses futuros consigo recuperar alguns valores!
    Semana 14:   11,00€

    Semana 15:   - €

    Semana 16:   - €

    Semana 17: - €

               Total: 11,00€

 

Segundo:

Poupança global. Somando o valor acima a outros valores poupados, fiquei em 4% de poupança (fruto essencialmente do valor fixo que passo para o PPR). Um valor muito baixo, mas atendendo ao mês em causa, não deu para mais.
 
Terceiro:
Alimentação. Gastei 68,29€ em restauração / cafetaria (acima do que devia). Em supermercado gastei cerca de 130,00€ (tenho de somar a isto o que ficou no cartão de crédito, que ainda é bastante mas que pesará nas contas de maio e junho).
 
Quarto:
Despesas não rotineiras.
Cerca de 120€ para os pneus que troquei em Fevereiro.
Quase 130€ em presentes de aniversário e Páscoa (4 afilhados dá nisto).
Quase 75€ entre artigos de higiene e roupa para a S.
Quase 65€ no seguro de saúde da S.
 
Quinto:
Outras Considerações.
Pagamos neste mês a inscrição da S. no Jardim de Infância. Para esse pagamento, tivemos de fazer um resgate de uma conta poupança (assim, como assim, também não estava a render nada mas...).
Tiramos também algum dinheiro adicional para fazer face ao mês.
 
 
Maio, apesar de ser um mês de rendimento extra, não será também nada fácil. Temos a reparação do sistema de aquecimento de água para pagar, bem como a revisão dos carros que tem de ser feita, além do seguro multirriscos da casa.
Será outro mês a contar tostões. Parece que não saímos disto!!
27
Abr17

15 anos

No passado dia 20, celebramos 15 anos de casamento (e 17 de relação - sim, casamos no dia em que celebravamos 2 anos de namoro).

Nestes 15 anos:

  • Vivemos em 4 casas diferentes (estamos na atual há já 7 anos e não pensamos de lá sair tão cedo);
  • Compramos e vendemos 3 jipes;
  • Compramos 3 motas e vendemos 2;
  • Compramos e vendemos 4 carros;
  • Fomos 3 vezes aos Açores (e não vemos a hora de lá voltar);
  • Fomos ao México, à Madeira, aos Picos da Europa, ao Alasca e a Nova Iorque, sem contar com os passeios que demos pelo nosso país (continental);
  • Vivemos a perda de uma bebé;
  • Vivemos o nascimento da nossa filha, o seu começo de vida atribulado e o seu crescimento extraordinário;
  • Vivemos altos e baixos, momentos alegres e momentos tristes, dias fáceis e dias difíceis!

Nestes 15 anos fomos felizes à nossa maneira, sem o espalhar pelo mundo. Temos as nossas lutas, os nossos desafios, mas amamo-nos agora mais do que antes e sabemos onde e com quem queremos estar.

Não fizemos grandes festejos. Mas estivemos juntos e planeamos assim continuar por mais outros tantos anos (vezes dois ou três)! :)

26
Abr17

Vontades férreas

A propósito deste post da M.

el-aborto-espontaneo-es-una-situacion-traumatica.j

 

Já aqui contei que já sofri um aborto espontâneo.

Foi em 2012, estava grávida de 21 semanas. Uma altura em que já não estamos à espera que aconteça. Só tememos no primeiro trimestre, depois tudo se aligeira e parece que nada pode correr mal. Até acontecer.

Depois de acontecer, fiquei a saber de inúmeras histórias, de pessoas à minha volta, que tinham passado por perdas semelhantes (a maioria dentro do primeiro trimestre, mas ainda assim, perdas sofridas) e das quais não fazia a menor ideia.

As pessoas tendem a não partilhar as suas histórias, porque, como a maioria das vezes ocorre no primeiro trimestre, e ainda não se contou a quase ninguém da gravidez (numa grande parte dos casos), entendem por bem sofrer "dentro de portas".

Não acho isto errado, como é óbvio. Eu própria só me queria fechar dentro de casa durante muitos dias. Não queria cruzar com ninguém conhecido, ter de falar do assunto. Quase pedi para me manterem no hospital mais um dia só para não ter de ver ninguém. 

Admito que a partilha me ajudou a suportar um pouco melhor a minha dor. Não porque a infelicidade dos outros me traga algum conforto ou felicidade, mas ficar a saber que é mais usual do que aquilo que pensamos traz-nos algum alívio, porque há sempre uma sensação de culpa que nos invade, mesmo sabendo que não fizemos nada que para tal contribuisse.

 

Mas o que me "espantou" nas histórias que fiquei a conhecer foi a "insistência" de algumas mulheres. Uma delas passou por 4 abortos. Quatro!

Nunca seria capaz de passar por tal. Era assumido, para mim, e acho que também para o meu marido, que se nos tivesse acontecido novamente, na 2ª gravidez, que não voltava a tentar. Esquecia isto da maternidade e pronto.

Assumi a primeira perda como "um azar" (nunca tive um diagnóstico que conseguisse justificar tal acontecimento, ou até o nascimento prematuro da minha filha), mas não conseguiria tentar novamente se a segunda não corresse bem!

São perdas que nos marcam para sempre.

Acho que é preciso uma vontade de ser mãe absolutamente gigante para se conseguir (ou arriscar) passar por isto mais que 2 vezes. Compreendo e não julgo minimamente quem o faça, mas é algo a que nunca me sujeitaria. 

 

26
Abr17

Para mais tarde recordar #22

Fomos as duas a um parque infantil. Depois de andar no baloiço um bom bocado, a S. quer andar no escorrega.

Eu - Não podemos ir, bebé. Está muito quente! (é dos de chapa e está exposto ao sol)

S. - Porquê?

Eu - Porque está ao sol.

S. - E se estiver à sombra?

Eu - Se estivesse à sombra, não estava tão quente. Mas não está!

S. - E se os senhores vierem com a tesoura, cortarem o escorrega e o puserem à sombra?

 

:D

19
Abr17

:(

Primeira notícia que vejo ao abrir o site do Sapo? A morte da miúda de 17 anos que estava com sarampo.

E fico triste, muito triste, que no nosso país, onde tal doença tinha sido considerada erradicada, possa haver uma morte por pura irresponsabilidade de alguns pais! 

Porque não posso chamar-lhe outra coisa!

18
Abr17

10 Coisas Muito Boas na Minha Vida

caminho-para-felicidade.jpg

 Roubei a ideia do blogue Querem lá ver, porque achei esta ideia da Cláudia muito boa!

Porque temos de ser mais positivos!

Porque temos de ser mais gratos!

Porque temos de nos focar mais no que de bom temos na nossa vida.

 

Aqui fica a minha lista:

  1. A minha filha, e a sorte que tenho em tê-la, cheia de saúde e vivacidade.
  2. O meu marido, que apesar dos nossos altos e baixos, tem sido um companheiro de vida fantástico.
  3. A minha família (pais, sogros, irmã, cunhados, sobrinhos, tios, primos) sempre unida, sempre pronta e disponível.
  4. A minha casa e a sua localização, que me permitem sentir-me segura e dar à minha filha um ambiente agradável para crescer.
  5. O meu emprego, onde tenho um bom ambiente de trabalho e um salário certo no final do mês.
  6. A ama da minha filha, que é tudo aquilo que eu poderia querer na pessoa que fica com o meu bem mais precioso.
  7. A saúde, minha e dos meus mais queridos.
  8. O não ter um único dente chumbado, nem cáries, nem dentes do siso a chatear (ao que eu detesto ir ao dentista, isto é muito importante... ahaha)
  9. A minha capacidade de dormir bem, mesmo em fases mais difíceis da minha vida.
  10. Os meus amigos, pouquinhos mas muito, muito bons!
17
Abr17

Crónicas de um fim de semana de Páscoa

#1 Na sexta, tivemos a visita dos padrinhos da S., que vieram a Portugal passar uns dias. Foi bom voltar a estar com eles. E foi bom ver a S. a estar bem com eles! 

#2 A minha irmã e os meus 2 sobrinhos vieram ao Norte passar a Páscoa. Já não estavamos juntos há algum tempo. Deu para matar saudades e gozar um pouco da sua companhia.

#3 No sábado, fui com a S. e os meus sobrinhos a um mini parque de diversões existente num supermercado perto de casa dos meus pais. A S. divertiu-se imenso (passamos lá quase uma hora), entre insufláveis, trampolim, escorrega, carroceis... Foi giro vê-la assim animada (apesar da reação ainda pouco social com outras crianças).

#4 No dia de Páscoa estivemos com praticamente toda a minha família materna, incluindo o meu afilhado mais velho (com os seus quase 27 anos), que está emigrado em Inglaterra e que há muito não via, que veio cá passar uns dias com a companheira (que fiquei a conhecer).

#5 No dia de Páscoa, estivemos com toda a família materna do meu marido, num ritual que se repete apenas neste dia, a cada ano.

#6 No dia de Páscoa, recebemos o compasso em 4 casas (ainda não foi este ano que recebemos na nossa), e por isso beijamos a cruz 4 vezes. A S. não beijou na primeira vez, mas depois lá entrou no esquema. :)

#7 No dia de Páscoa a S. andou giríssima, com um vestido oferecido pelos meus pais. Parecia uma boneca! (mas foi um filme vesti-lo de manhã, que a rapariga cismava que não o queria) 

#6 Voltei a comer doces, no domingo, dia de Páscoa, terminada que estava a Quaresma. As doses foram um pouco acima do recomendado, como se espera naquele dia, mas hoje já estou novamente a cortar nas doses.

13
Abr17

Jardim de Infância

E pronto. Depois disto, e disto, e mais isto e finalmente isto, tomamos uma decisão e formalizamos hoje a inscrição da nossa pequenina na primeira escolinha que fomos visitar.

Aquela que nos satisfez a ambos, aquela por que me apaixonei em Outubro (ou Novembro) passado quando a fui visitar a primeira vez, por pura curiosidade.

Se é certo que vai ficar nesta? Não, não é!

Ainda não desisti completamente daquele projeto que ainda não arrancou, mas cujas premissas me encantaram profundamente. Mas não quisemos arriscar ficar sem um lugar nesta, por algo que ainda nem existe.

Estou confortável com esta opção. Vamos  dar tempo para o projeto crescer e se consolidar. E se, na devida altura, continuar a convencer-nos, voltaremos a refletir sobre o assunto.

Se não, a S. já tem escolita para Setembro! :)

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