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A Vida da Gorduchita

A Vida da Gorduchita

28
Dez16

Como um tolo no meio da ponte

É assim que me sinto!

Por um lado, ando a maquinar como poupar mais no próximo ano, como vou gerir melhor as minhas finanças, onde reduzir custos!

Por outro lado, a pensar em aproveitar os saldos para comprar roupa (que preciso (quero), para deixar de se me sentir horrível nos trajes que visto todos os dias)!

23
Dez16

Sempre a aprender

A S. esteve doente na semana passada.
Sintomas normais de gripe (febre, mal estar, tosse, ranho).
Mas logo no segundo dia da dita gripe, começou a mancar, a desequilibrar-se com facilidade. Deixou inclusive de correr e começou a pedir ajuda para subir escadas.

Liguei à terapeuta que a acompanhou na Neo do HSJ e que chegou a ir lá a casa fazer uns exercícios com a S no primeiro ano de vida, para que ela a visse.
A terapeuta não conseguiu identificar nada. Confirmou que, de facto, o andar não estava normal, que uma das pernas oferecia alguma resistência, mas a verdade é que a S. não se queixava no manusear da perna (aliás, nunca se queixou de dores), pelo que não parecia ser nada provocado por traumatismo.

Ao fim de uns dias daquilo, comecei a ficar preocupada. Começa a passar-nos pela cabeça tudo, até questões neurológicas.

Como a febre também não dava tréguas ao fim de uma semana, marquei consulta com o pediatra e lá fomos.
O diagnóstico foi rápido e sem alarmes: Sinovite da anca! (Sinoquê???)

Parece que é mais ou menos comum, em situações de infeções víricas em crianças, que o bicho se instale na zona da anca causando inflamação dos tecidos (isto é uma explicação super leiga minha. Podem ler mais aqui, por exemplo).

Dois dias de ibuprofeno de 8 em 8 horas e a coisa passou.

Pregou-nos um susto mas aprendemos um novo termo médico! :)
16
Dez16

Doente

Febre, ranho, tosse...
Não a largam desde sábado à tarde!
Uns dias um pouco melhor, uns dias pior, mas sempre o mesmo cenário.
Mais carente, mais necessitada de colo, de olhos inchados e semi cerrados.
Às vezes, até sem energia para brincar.

Hoje voltamos ao médico. A ver se podemos fazer algo mais para isto melhorar! Já são muitos dias a paracetamol e ibuprofeno.

07
Dez16

Há 4 anos

Há 4 anos atrás era sexta-feira. Um dia normal de trabalho.
A meio da manhã começou o incómodo, os primeiros sinais... não os percebi. O médico também não.
Disse-me para descansar, tomar magnésio, buscopan para as dores.
Ao início da tarde, ao fim de dose dupla de comprimidos, as dores eram insuportáveis e apareceu a perda de sangue, bem pequenina.
Demorou-nos (demorou-me) a tomar a decisão de ir ao hospital.
A viagem foi uma tortura.
No hospital já a perda de de sangue era enorme.
O veredicto: trabalho de pré abortamento.
21 semanas.
21 semanas sem qualquer problema, sem qualquer dor, sem qualquer enjoo. Uma gravidez santa, como lhe costumava chamar... até ter terminado abruptamente.

Em momento algum, mesmo com as dores e com o sangue, me passou pela cabeça tal desfecho,até mo terem dito. Pode parecer estranho mas foi mesmo assim. Talvez pela ignorância que fez com que não fosse para o hospital logo ao primeiro sinal, talvez um mecanismo de defesa.

Naquele dia, perdi um pouco de mim, que demorei muito a reencontrar (ainda que apenas parcialmente).
É um ciclo fechado, especialmente depois do nascimento da minha linda S.
Mas por vezes penso nisto e ainda me corre uma lágrima.

Acho que é algo que nunca se esquece, apenas fica mais ligeira a dor.